sábado, 19 de julho de 2008

Meu cobertor

Os seus lábios-mundo me despertam à uma nova idéia. Teu sorriso, um bem, me suspende a alma. Repleto comtemplo um tempo onde temos tudo que nem se quer queremos ter de cuidar. Seu sorriso-lua me parece uma nova era. Vida em outro planeta. E o teu beijo-música me prede a um novo ar. A meu redor vejo o dia se transformar. Teu jeito-coração me deixa a ponto de transbordar. E leva o medo pra passear. Seu olhar-céu me traz sonhos-algodão. Não se limita ao chão quando simplesmente pode voar. Abraço apertado que me dá euforia de criança. Meu cobertor. Um sonho bom onde não se precisa acordar. A trilha sonora perfeita. Uma vida feliz. Carinho-brigadeiro até cansar. Inverno quente pra fazer verão. Verão todos, quem quiser. Eu-amanhecer crepúsculo abrigo-amor.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Descentralizado

Diversos caminhos. Essa ou aquela direção. De verdade alguns amigos. No peito um só coração. Um bando de mentira. Mas os pingos aos poucos enchem um balde. Poucos momentos de verdade. Uma lembrança. Algumas estórias pra contar. O futuro bem a frente. E um passado que amedronta agente. Três baldes cheios de esperança. Abrigos de algodão não seguram tanta confusão. Mas trazem segurança pra quem só quer o bem. O céu pra sempre será grande. E as estrelas demoram mesmo a se apagar. As nuvens formam um desenho interessante. Pedem lentamente: Não se canse. Levante. Que de passo em passo agente chega lá. Uma pessoa tem sempre tanta coisa dentro. E só é uma formiga nesse formigueiro que é o mundo. Uma ação e agente muda o roteiro. Um roubo, um beijo. Um beijo roubado. Mas quem lembra tudo como segredo não espera até amanhecer. Aí amanhece. E tudo começa denovo. Novo, velho, morno, e normal. Agente é o que é. Há muito pano pra manga. Essa estrada tá longe do fim.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Estância

Entre as compilações de um dia fértil se confundem as vontades e os gestos. Quem aqui nunca esteve tão perdido a ponto de se entregar?! E o que sinto certamente não foi feito pra explicar. Então vou vivendo a vida assim; de um lado a expectativa sobre o que virá; de outro uma vontade de apenas ser o que sempre fui até que esteja bem comigo mesmo. Não é falsidade quando se tenta até cansar. É a complexidade de uma mente sã, de pensamentos que se desvirtuam sem porquê, de um sonho imaculado que se desmancha por não saber torna-se realidade. Como uma cidade em movimento. De concreto só o cimento. Um consentimento a espera de não sei o quê. Se sou bem ou se sou mal, não sei. Quem me julga, e eu sei bem, nunca terá esse direito, nunca terá esse poder. Estamos todos soltos neste mundo, por vezes tão sujo, por vezes tão belo, rezando baixo. Viemos aqui para aprender. Só não sabemos o quê.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Brinde ao novo

Enquanto ela se acha atirada, a espontaneidade soa pra mim como um aspecto importantíssimo. No seu dóssil andar uma vida inteira pela frente, e logo ali no segundo andar um mundo novo parece se apresentar. Não é preciso subir para estar no alto, nem é preciso temer para estar assim. Só é preciso acontecer de encontrar alguem que goste sem medo. Sem medo do que os dias, sempre tão tão confusos e corridos, podem trazer. A precisão que isso alcança nunca ultrapassa você. E o que é subjetivo começa tomar forma e se concretizar. E parar pra ver no céu o crespusculo do entardecer lembra sempre que exsitir é bem diferente de viver.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Levanta

Reconhecer no íntimo a essência da esperança é entender que pra tudo sempre há um novo meio, uma nova forma, uma nova visão. É questão de perspectiva cada gesto de resposta. E fazer da queda um passo de dança, ser sorriso sempre enquanto o dentro chora, revela um lado que as vezes até da vergonha. Mas os humanos são assim.