quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Falso real

Os sonhos que injeta não são reais. A procura por essa paz é a procura por uma paz que também não é real. Fomos conduzidos a nos acostumar, baixar a cabeça, nos adaptar. Habituados por um sistema de ilusão. O seu sorriso é falso, e não há felicidade entre o céu e o inferno. É tudo sempre a mesma podridão. Uma miséria disfarçada, você não entende?! A vida é mesmo só contradição. A sua mente foi lavada pela mentira contada no jornal e tudo mais que compra na televisão. Um sim que na verdade é não. Pra te afastar do que é único. Para fingirmos que tudo é bom. Um limite imposto, que barra você de tudo que realmente pode vir a ser. Uma ideologia para respirar. Uma realidade verdadeiramente falsa para se enganar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

E é isso aí

Ficam pra trás, agora, todas as minhas poesias.
Em seu lugar, cresce forte e firme a agonia.
É um misto de coisa boa e pressão alheia.
É a vida dando um passo a frente, tentando
achar de algum modo a harmonia. Sou eu
dando um tempo aqui pra fazer monografia.

Até mais desabafo coerente.
Depois eu volto porque só
você me entende.
até já ;)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Futuro

Por onde será que anda aquela menina animada, tão feliz e descolada?! Por onde anda o sorriso belo, singelo, que constrói castelos pela cidade fazendo arte e distribuindo alegria? Eu espero que o tempo passe depressa, e esqueço de qualquer promessa só pra te ver passando por aí. Eu sei que a vida não era uma peça, daquelas de época, que sempre tem um final feliz. Hoje tudo que peço é ter-te por perto, pois nunca mais eu quero ver você tão longe assim.

Saudade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Crítica a um comentário anônimo

Espero meus sentimentos dormirem me firmando no entendimento de que é desleal quem feliz critica uma dor. Como se sentisse o alheio, se faz mais alheio por não compreender que cada um tem sempre suas razões. Motivos... Assim, fortalece-se a tese de que algo real existirá, mas nem sempre de forma mais perpertuada. Quanto mais real uma relação, menos ela dura. E por isso os momentos são sempre gloriosos, mesmo tão breves. É sua determinação ali, em seu pouco tempo, definida e decidida. Porém, eu não quero, assim, achando isso, estipular o fim dos que ao meu lado sentem-se bem acreditando nisso. Eu apóio, me iludo e até crio uma certa esperança vazia. Oca. A única sensação real em que me apóio é o desejo de que venham a me contradizer espetacularmente. Sendo felizes. Até lá, ou não, o que sinto é o que eu sinto. Eu nunca pedi pra ninguêm entender. Nem mesmo eu. Afinal, é algo que considero sem entendimento. O amor, e tudo isso que nos faz sentir de forma anormal, por vezes bom, por vezes ruim. De toda forma, nem tudo que escrevo é sobre mim. As vezes é um pensamento criado a partir de um personagem de filme, outrora do que ouço de amigos, do que ouço e vejo por aí. Como pessoa eu acredito no amor. E é justamente por isso que escrevo sobre ele. Muitas vezes indagando o porque das coisas serem como são, outras vezes lamentando os caminhos porque passei, a vida que construi sobre ele. O que posso dizer é que tentarei, então, postar poemas mais felizes e alegres. Acreditem, algo bem mais difícil.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Hipérbole da tristeza

Ainda me perco no sonho de te ter. Me encontro na vida real da "putrificação". O medo e o mal jeito de levar a vida são as formas felizes de tentar compensar um viver. Ou o normal quando não estou perto de você. Um passado sempre lembrado, um futuro adiado por não ter sentido continuar. Agradecer por não ter o que dizer, e sempre me desculpar. Uma vida de desgosto pra se acostumar. Pra deixar de acreditar que há algo sério em que devamos acreditar. Como um amor de filme que se perpetua no “the end” da estória, e a percepção de que sua tradução nos leva a entender que o fim chegou. Que sempre chega. Mais nítido e límpido do que tudo o que antes nos transbordou. E aprender a desamar, a nublar o céu, driblar os dias com falsas esperanças e ilusões reais. Ser livre pra não querer, reprimir e combater. Deixar de fora algo criado por mim, em mim, sobre você. Algo que nunca foi um sim, e que só esteve aqui. Deixar de lado. E assim, irônico, exponho desprezo. Êxito é fundamentar no orgulho mais puro o tristonho. E aí o mundo se firma como natural. Como todo olhar que deseja, mas vive a negar. Jura não desejar. Mas que por dentro guarda uma vontade maior do que a própria vontade de amar.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ser humano

Estamos precisando de seres humanos capazes, realmente, de serem humanos. Que mesmo não ignorando completamente valores materiais prezem por valores subjetivos. Estamos precisando de pessoas que carregem o caráter consigo. Pessoas que amem o mundo e sofram, junto com ele, por sua destruição. Precisamos de pessoas pra ser exemplo. Pessoas que saibam dos problemas da vida, sociedade e natureza. Despreocupadas com a falta ou a necessidade de tempo. Precisamos de pessoas que prezem os amigos, pessoas que não buscam o poder apenas para ter mais articulação. Precisamos de pessoas que sintam-se poderosas pelo respeito justo visto em outros rostos. Pela sinceridade notável nas palavras. Pela segurança de comportamento e trasmissão de bem estar. Precisamos de pessoas que sozinhas não façam nada, mas juntam dez para começar a fazer. Estamos precisando de pessoas que sintam e acreditem no amor, na sobrevivência e na paz. Pessoas que acriditam no amor para uma boa sobrevivência em paz.