quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Não existe dor

O amor eterno não existe. Esqueçam isso. Assim como a vida, tudo tem início, meio e fim. E sendo assim, o amor que sentimos não é de verdade, porque amor de verdade seria aquele que duraria para sempre, que perpetuaria. As pessoas tem medo de aceitar a idéia porque se apoiam nisso como se fosse religião. Precisam ter no que acreditar, algo para correr atrás. E se falamos em ódio, todo mundo diz que temos que tirar do coração. Mas o ódio sim vai se mostrando um sentimento bem mais humano. Também com início, meio e fim. Enfim, o amor, o ódio, a vida, é tudo uma questão de tempo. Tudo se constrói e se desfaz no tempo e com o tempo. Tudo é tempo, principalmente o esquecimento. Esquecer é mesmo algo humano, como uma cura. E só aprendendo a esquecer apresentamos nossas caracerísticas humanas. Por isso, sem entender o tempo sempre acharemos que os "eu te amo" e os amores tem sido cada vez mais banalizados. Mas descobriremos, por meio do tempo, que é o seu sentido que vem sendo deslocado e banalizado. O amor é como uma pedra. É dura, e se jogada num lago afunda. Se deixada ao tempo, se defaz. Vira pó. Se tentarmos muito, fura. Não há crueldade nisso. É simples como uma data inventada. Até sua dor é falsa. Tudo porque somos humanos capazes de esquecer, seja pelo tempo que nos envelhece e nos corrói os tecidos cerebrais, ou seja pela simples vontade de querer esquecer. Ah, me dá um tempo. Eita, esqueci. Não preciso ganha-lo por que ele sempre vai estar aqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

15 anos e uma tola noção sobre o amor

Construção. Nosso querer serão fortes paredes. Nossa sala de estar será de bem estar. Nosso quarto será sinônimo de descanso e não sonharemos mais porque os sonhos vão estar ali, acordados. Eu sei, serei o teto que vai te proteger da chuva e do frio. E você será minha janela, a vista mais desejada por alguêm. No porão guardaremos as coisas que não usamos mais, e os erros estarão lá, junto com o medo e o desconforto. Da cozinha os melhores sabores da vida vão expor o cheiro de alegria pelo ar, e do doce amor. No quintal teremos uma fábrica de lembranças. E na varanda o espaço necessário para cada um de nós sermos cada um de nós quando precisarmos de epaço para ser um só. E isso, mesmo sabendo que nunca seremos só um. Eu serei o mais feliz porque você será a mais feliz. E terei você em mim como um céu que amanhace dia após dia, e anoitece sempre querendo rever o sol de amanhã.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sexta-feira comum

Meus sentimentos vão se diluindo pela noite com cerveja e alcatrão. Me perco buscando sentidos, alterando humores, procurando alegria eum pouco de som. Algo de bom. Que me traga uma lembrança perdida da noite passada no dia seguinte. Esquecida entre a loucura e os gestos ousados de alguêm pouco ousado que muito pouco fez pra tentar ser feliz numa noite qualquer. De quem antecipou o sono só pra esquecer que é mesmo possível esquecer quem não se quer nunca deixar de lembrar. E lembrar do nome que permeia a mente, a festa, e quase todo lugar. Um nome com gosto de saudade que nunca vai chegar. Eu sei, um dia tudo vai mudar. Mas até lá, me desfaço nas noites e me refaço nos dias. Só pelo medo de arriscar perder toda essa agonia. Pela pouca coragem de buscar na tristeza o segredo da alegria, a segunda chance da vida. A paz.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Normalidade

Em pedaços
um coração
faz pedaços
num coração
que pedaços
o coração já
juntou.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Felicidade abandonada

Olha... é um mundo imprevisível e besta lá fora. Em todo lugar o que vemos são estórias. Em cada canto o pouco que nos sobra são frases de um autor que escreve sem sentido. Os nossos sonhos morrem primeiro, e se transformam em tudo aquilo que não têm textura, cor, cheiro, paz e forma. E dentro da'gente tudo fica trêmulo e esquisito, mas nada transborda. Não somos homens, mulheres, pais, mães ou pessoas idiotas. Somos personagens com o poder de decidir atravessar, ou não, à porta. Ao mesmo tempo somos fúteis, vazios e incapazes de decidir quando se ri ou quando se chora.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Mais uma lição

Conversando com um amigo um dia desses percebi diversos erros que venho causando e, ainda, não sei como parar. É que em todos novos relacionamentos eu tento não errar como errar como errei nos relacionamentos passados e que, em sua maioria, sai magoado. Eu tentava reparar meus erros nessa nova relação, querendo ser perfeito pra nova pessoa. Descobri que isso é uma burrice pura. Não que seja bom sair errando mesmo e pronto. É que tentando serum cara legal, o que sempre escuta, o que não sente ciúmes, o bonzinho-perfeito, eu percebi que acabamos por inventar alguêm que não existe, alguêm que você até gostaria de ser, mas não é. E sendo outro você "engole" seus erros a seco, achando que fazendo isso você está consertando tudo. Mas não, pelo menos comigo não funciona assim. Eu simplesmente fui um estranho pra mim. Me dei conta que a pessoa com quem tava nunca me conheceu de verdade. Isso tudo cria uma batalha: Você mesmo contra o você novo, ou falso. Cria-se uma tensão, e essa tensão te faz ser um cara que não sabe responder determinadas perguntas, que não sabe tomar nem se quer uma decisão quando está com a outra pessoa. E assim, você vai descobrir que por tentar ser perfeito você destruiu a sua relação. E você vai se indignar pensando "mas eu sou tão legal", "poxa, mas eu tentei ser tão perfeito?", "Porquenão deu certo?", procurando entender em todos os lugares, todas situações, ocasioões, conversas, atitudes, menos em si próprio. O fato é que não existe perfeição. Não existe ninguêm perfeito. E por isso, nenhuma relação é 100% perfeita. Pelo menos é o que penso até agora. Lógico que eu não tenho porque sair brigando por tudo que achar com a pessoa. Mas eu tenho direito de, as vezes, não entender ou de não gostar de determinadas atitudes dela. E aí basta saber conversar. Forjando ser outra pessoa, ou até tentado ser mesmo, percebi que fico preso a um fim sempre breve. E sempre achava que isso era justamente a luta pela liberdade na relação. Mas não, temos que aprender a ser nós mesmos, aprender a lidar com o nosso prórprio jeito de ser. Não ser outro. Mas a vida é sempre a melhor lição. Pena as vezes ser tão tarde.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

E desesperado disse:

Saudade é alcançar com o coração o que não se pode tocar com a mão. É ter perto quem não está junto. É reter conosco o que não podemos possuir. É a dor da ausência. É a memória do coração. É a lembrança que gera um novo desejo. Quando inventaram a distância esqueceram que existia a saudade. Por isso, quando a saudade é demais não cabe no peito e escorre pelos olhos. E por mais que as vezes aceita, saudade nada tem a ver com o esquecimento. Será que não vê o que sinto?! não, não é saudade. É amor.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O amor impossível é o único amor real

A maioria dos grandes amores, aqueles de verdade, são impossíveis. E por mais triste que seja, por mais que eu saiba que não vai acontecer, sinto algo de bom nisso tudo. Como se pudesse sonhar que mesmo impossível, era real. De verdade. Se é consolo pra algo que nem chegou a acontecer direito, ou se é uma desculpa pra acalmar meu coração desmobiliado, eu não sei. Mas sei que com isso posso sentir o gosto do "como seria", posso sonhar e imaginar mil coisas. Posso pensar que o impossível nem sempre é tão impossível assim. Posso ter, enfim, você como gostaria.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

É pelo nada que lutamos

Porque tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Aflito e só

Assim como a fumaça se desfaz o amor. Porém, há um resíduo que fica, um câncer que consome e destrói. Queremos ser livres estando perto um do outro, queremos paz e uma canção que lembre tempos de felicidade. Mas somos o inferno querendo um céu que nos abrace. E por mais clichê que pareça tudo vai voltar. E por mais insistente que seja, é triste esperar. Não quero respirar ares diferentes. Quero os mesmos sonhos incandescentes de antes. Não são fotos que restam, são lembranças guardadas em seu devido lugar. Coração. Volte ao seu lugar, humanos vivem a errar. Deixa-me entrar na sua vida para a minha não acabar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Você é meu programa de tv favorito

Violência essa sua beleza que corroe meus olhos e paralisa meu corpo. Tortura são seus beijos que permanecem em minha mente e tomam pra si meu paladar. Agressão você me tocar assim tão leve, arrepiando não minha pele, mas sim meu coração. Sim eu gosto de tv, alguns programas me mostram que você é meu programa de tv favorito. Sim eu gosto de você, motivo mais belo que explica minha alienação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Minha vida no mercado

Às vezes sinto que minha vida é totalmente sua. Como se você a tivesse numa sacola e fizesse dela o que bem entender. Como se fosse comprado e quisesse ser vendido, ser seu produto, sua mercadoria. Seu.


- Boas compras, volte sempre.

Consolo

Esbarrei no seu olhar. Um sopro simples e fico a flutar. Até a lua, até o mar. Leve sou leve sol. Leva tudo que quiser de mim. Leva o beijo, leva a dor. Pra que eu possa levantar enfim. Leve o não e traga o sim. Lava o sujo e me deixe clean. Leva a lava que me queima o peito. Lá fora nada é do mesmo jeito, mas dentro o céu já levitou um coração. Levado este por sorrisos mornos, de consolo. De consolo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Guerra da vida

Agente vai crescendo e parece cada vez mais que estamos nos infiltrando numa guerra. Os problemas crescem e as responsabilidades também. É então que os amigos são sempre muito necessários, como uma tropa de soldados para nos apoiar e proteger. Porém, como toda guerra, sempre existe perdas. Bons amigos que se vão, às vezes mesmo estando perto, e outros que se mudam, mas nunca vão deixar de estar. Agente sofre, amadurece, cresce e até morre, mas dos amigos sempre vamos lembrar.

Desponderado

Em preto e branco se desfaz a margarida. Lá se vai, lá se vai a nossa vida. Pendurada e perdida, os sorrisos internos são vontades escondidas, extremo amor que ao extremo destrói a si mesmo, o amor. Extremo amor que entende os erros extremos. Compreende os erros?! Considera a tristeza um erro?! A vida está repleta de pétalas que caem, de folhas que secam e ao vento derrubam-se ao ouvi-lo rugir. E eu, eu não quero ouvir lágrimas se desfazerem na pele de quem chorando se debruça. Não me espere, posso estar sendo cruel. Não há mais busca pelo dia que se nasce amanhã. Deixe ser como será e se amanhã for como ontem, no futuro há de cantar felicidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os que lutam

"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis".

-Poemas de Bertold Brecht.

sábado, 1 de setembro de 2007

A vida triste da solidão

Acorda a solidão. Em seu quarto escuro anda sem saber o que pode encontrar. Ela nem ao menos sabe aonde quer chegar. Seu sonho é encontrar alguém e deixar de ser ela mesma. Olhando em seus olhos não se sabe definir a cor, mas para que saber se ninguém nunca quer estar com ela?! Rejeitada, se esconde em pequenos detalhes do dia, onde consegue força para se sustentar. Sentimentos tristes que ela nunca conheceu, mas que são o seu lar. Quando as pessoas a conhecem é porque não querem ficar sozinhas, mas estão. E assim como gotas de chuvas caem, escorrem molhados e secam no chão.