O amor eterno não existe. Esqueçam isso. Assim como a vida, tudo tem início, meio e fim. E sendo assim, o amor que sentimos não é de verdade, porque amor de verdade seria aquele que duraria para sempre, que perpetuaria. As pessoas tem medo de aceitar a idéia porque se apoiam nisso como se fosse religião. Precisam ter no que acreditar, algo para correr atrás. E se falamos em ódio, todo mundo diz que temos que tirar do coração. Mas o ódio sim vai se mostrando um sentimento bem mais humano. Também com início, meio e fim. Enfim, o amor, o ódio, a vida, é tudo uma questão de tempo. Tudo se constrói e se desfaz no tempo e com o tempo. Tudo é tempo, principalmente o esquecimento. Esquecer é mesmo algo humano, como uma cura. E só aprendendo a esquecer apresentamos nossas caracerísticas humanas. Por isso, sem entender o tempo sempre acharemos que os "eu te amo" e os amores tem sido cada vez mais banalizados. Mas descobriremos, por meio do tempo, que é o seu sentido que vem sendo deslocado e banalizado. O amor é como uma pedra. É dura, e se jogada num lago afunda. Se deixada ao tempo, se defaz. Vira pó. Se tentarmos muito, fura. Não há crueldade nisso. É simples como uma data inventada. Até sua dor é falsa. Tudo porque somos humanos capazes de esquecer, seja pelo tempo que nos envelhece e nos corrói os tecidos cerebrais, ou seja pela simples vontade de querer esquecer. Ah, me dá um tempo. Eita, esqueci. Não preciso ganha-lo por que ele sempre vai estar aqui.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
15 anos e uma tola noção sobre o amor
Construção. Nosso querer serão fortes paredes. Nossa sala de estar será de bem estar. Nosso quarto será sinônimo de descanso e não sonharemos mais porque os sonhos vão estar ali, acordados. Eu sei, serei o teto que vai te proteger da chuva e do frio. E você será minha janela, a vista mais desejada por alguêm. No porão guardaremos as coisas que não usamos mais, e os erros estarão lá, junto com o medo e o desconforto. Da cozinha os melhores sabores da vida vão expor o cheiro de alegria pelo ar, e do doce amor. No quintal teremos uma fábrica de lembranças. E na varanda o espaço necessário para cada um de nós sermos cada um de nós quando precisarmos de epaço para ser um só. E isso, mesmo sabendo que nunca seremos só um. Eu serei o mais feliz porque você será a mais feliz. E terei você em mim como um céu que amanhace dia após dia, e anoitece sempre querendo rever o sol de amanhã.
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Marcelo Melo
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Sexta-feira comum
Meus sentimentos vão se diluindo pela noite com cerveja e alcatrão. Me perco buscando sentidos, alterando humores, procurando alegria eum pouco de som. Algo de bom. Que me traga uma lembrança perdida da noite passada no dia seguinte. Esquecida entre a loucura e os gestos ousados de alguêm pouco ousado que muito pouco fez pra tentar ser feliz numa noite qualquer. De quem antecipou o sono só pra esquecer que é mesmo possível esquecer quem não se quer nunca deixar de lembrar. E lembrar do nome que permeia a mente, a festa, e quase todo lugar. Um nome com gosto de saudade que nunca vai chegar. Eu sei, um dia tudo vai mudar. Mas até lá, me desfaço nas noites e me refaço nos dias. Só pelo medo de arriscar perder toda essa agonia. Pela pouca coragem de buscar na tristeza o segredo da alegria, a segunda chance da vida. A paz.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Normalidade
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Marcelo Melo
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17:00
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Felicidade abandonada
Olha... é um mundo imprevisível e besta lá fora. Em todo lugar o que vemos são estórias. Em cada canto o pouco que nos sobra são frases de um autor que escreve sem sentido. Os nossos sonhos morrem primeiro, e se transformam em tudo aquilo que não têm textura, cor, cheiro, paz e forma. E dentro da'gente tudo fica trêmulo e esquisito, mas nada transborda. Não somos homens, mulheres, pais, mães ou pessoas idiotas. Somos personagens com o poder de decidir atravessar, ou não, à porta. Ao mesmo tempo somos fúteis, vazios e incapazes de decidir quando se ri ou quando se chora.
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19:20
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segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Mais uma lição
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11:39
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quinta-feira, 13 de setembro de 2007
E desesperado disse:
Saudade é alcançar com o coração o que não se pode tocar com a mão. É ter perto quem não está junto. É reter conosco o que não podemos possuir. É a dor da ausência. É a memória do coração. É a lembrança que gera um novo desejo. Quando inventaram a distância esqueceram que existia a saudade. Por isso, quando a saudade é demais não cabe no peito e escorre pelos olhos. E por mais que as vezes aceita, saudade nada tem a ver com o esquecimento. Será que não vê o que sinto?! não, não é saudade. É amor.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
O amor impossível é o único amor real
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
É pelo nada que lutamos
Porque tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.
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20:35
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Aflito e só
Assim como a fumaça se desfaz o amor. Porém, há um resíduo que fica, um câncer que consome e destrói. Queremos ser livres estando perto um do outro, queremos paz e uma canção que lembre tempos de felicidade. Mas somos o inferno querendo um céu que nos abrace. E por mais clichê que pareça tudo vai voltar. E por mais insistente que seja, é triste esperar. Não quero respirar ares diferentes. Quero os mesmos sonhos incandescentes de antes. Não são fotos que restam, são lembranças guardadas em seu devido lugar. Coração. Volte ao seu lugar, humanos vivem a errar. Deixa-me entrar na sua vida para a minha não acabar.
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16:24
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Você é meu programa de tv favorito
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16:52
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Minha vida no mercado
Às vezes sinto que minha vida é totalmente sua. Como se você a tivesse numa sacola e fizesse dela o que bem entender. Como se fosse comprado e quisesse ser vendido, ser seu produto, sua mercadoria. Seu.
- Boas compras, volte sempre.
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Marcelo Melo
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17:55
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Consolo
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terça-feira, 4 de setembro de 2007
Guerra da vida
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Desponderado
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Os que lutam
-Poemas de Bertold Brecht.
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sábado, 1 de setembro de 2007
A vida triste da solidão
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Marcelo Melo
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16:04
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