O amor eterno não existe. Esqueçam isso. Assim como a vida, tudo tem início, meio e fim. E sendo assim, o amor que sentimos não é de verdade, porque amor de verdade seria aquele que duraria para sempre, que perpetuaria. As pessoas tem medo de aceitar a idéia porque se apoiam nisso como se fosse religião. Precisam ter no que acreditar, algo para correr atrás. E se falamos em ódio, todo mundo diz que temos que tirar do coração. Mas o ódio sim vai se mostrando um sentimento bem mais humano. Também com início, meio e fim. Enfim, o amor, o ódio, a vida, é tudo uma questão de tempo. Tudo se constrói e se desfaz no tempo e com o tempo. Tudo é tempo, principalmente o esquecimento. Esquecer é mesmo algo humano, como uma cura. E só aprendendo a esquecer apresentamos nossas caracerísticas humanas. Por isso, sem entender o tempo sempre acharemos que os "eu te amo" e os amores tem sido cada vez mais banalizados. Mas descobriremos, por meio do tempo, que é o seu sentido que vem sendo deslocado e banalizado. O amor é como uma pedra. É dura, e se jogada num lago afunda. Se deixada ao tempo, se defaz. Vira pó. Se tentarmos muito, fura. Não há crueldade nisso. É simples como uma data inventada. Até sua dor é falsa. Tudo porque somos humanos capazes de esquecer, seja pelo tempo que nos envelhece e nos corrói os tecidos cerebrais, ou seja pela simples vontade de querer esquecer. Ah, me dá um tempo. Eita, esqueci. Não preciso ganha-lo por que ele sempre vai estar aqui.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
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2 comentários:
marcelo, vai comer chocolate!
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