Ainda me perco no sonho de te ter. Me encontro na vida real da "putrificação". O medo e o mal jeito de levar a vida são as formas felizes de tentar compensar um viver. Ou o normal quando não estou perto de você. Um passado sempre lembrado, um futuro adiado por não ter sentido continuar. Agradecer por não ter o que dizer, e sempre me desculpar. Uma vida de desgosto pra se acostumar. Pra deixar de acreditar que há algo sério em que devamos acreditar. Como um amor de filme que se perpetua no “the end” da estória, e a percepção de que sua tradução nos leva a entender que o fim chegou. Que sempre chega. Mais nítido e límpido do que tudo o que antes nos transbordou. E aprender a desamar, a nublar o céu, driblar os dias com falsas esperanças e ilusões reais. Ser livre pra não querer, reprimir e combater. Deixar de fora algo criado por mim, em mim, sobre você. Algo que nunca foi um sim, e que só esteve aqui. Deixar de lado. E assim, irônico, exponho desprezo. Êxito é fundamentar no orgulho mais puro o tristonho. E aí o mundo se firma como natural. Como todo olhar que deseja, mas vive a negar. Jura não desejar. Mas que por dentro guarda uma vontade maior do que a própria vontade de amar.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
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4 comentários:
=*
eu queria ter aprendido a desamar antes de aprender a amar =/
a pessoa que vive de amor, precisa saber ver o sol nascer e morrer e saber se depedir dele, não esquecer querendo lembrar.
você é maravilhoso, mas seria melhor se não se deixasse corroer tanto culpando o tempo e a espécie.
Não há happy end quando se trata de amor, por isso o momento tem que ser maravilhoso.
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