segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Possibilidades reais

Desculpa qualquer coisa. A demora e falta de escolha. É que pra mim sentir não é algo premeditado, e na minha vida sempre acontece tudo errado. Eu não sei o que rola comigo, ao seu lado deveria ter me permitido. Esquecer as merdas do passado, entender os sonhos renovados. Agora nada resta, só a pressa e preguiça confrotando-se entre si. Já duvido da minha boa pessoa. Será mesmo que fiz algo e não vi? Já não me vejo tão certo e bom assim. Não é que eu fracasse de propósito, só tive uns problemas sérios pelos caminhos que eu fiz. Mas amanhã há de ser um novo dia, e eu sei que assim sem mais nem menos a alegria vai esbarrar aqui. Porque nunca quis magoar ninguêm. Porque eu prezo pelo bem. Porque eu acredito no destino e o meu destino há de acreditar em mim.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Poeminha

Um poema não se vende, não se perde, não se pode refazer. Um poema só se sente quando chora sem por que. Um poema sai de dentro, não se acha por aí. Um poema quando dobra fazem marcas em você. Um poema não são dois, embora possa parecer. Um poema junta dois e nem por isso ele é três. Um poema redigido com carinho e atenção. Um poema faz sentido se ele sai do coração. Um poema não é tudo, mas consegue descrever que o dia é mais bonito quando há alguém pra ler.

Passa

E o que você quer que eu faça

agora não posso morrer.
Eu conto que tinha cantado
contando as horas passar.
No canto eu fico parado
te vejo e me vejo sangrar.
Não ando de encontro ao passado
eu corro é pra sobreviver.
O caminho que fiz foi errado
e decido ligar a tv.
Egoísmo é te dar minha vida
pra vc não usar e perder.
Eu prefiro ter um feriado
do que ser o silêncio e o frio.
Eu dependo de tudo que faço
para ser fiel ao que sinto.
Até feriado em brasília
é melhor que fingir ter amor.
Vai ser essa minha alegria
quando o tempo mostrar que acabou.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Feliceria

Felicidade é respirar sem muita pressa. Deixar contente quem não se alegra. Ver em todos os problemas um lado bom. Perceber com os amigos uma solução. Dar risadas descomprometidas, esquecer as regras da vida e dançar até o sol nascer. Felicidade é ter tudo isso com você. Celebrar cada dia como se fosse o último. Fazer do mundo um bom lugar para cantarolar. Ter de tudo um pouco, e fazer do pouco muito. Ser o teu abrigo e teu presente. Ser o teu ouvido e teu futuro. Ser teu marido e seu destino, companheiro de velhice. Ser a tua arte, será isso então a felicidade? Ser o pai dos teus filhos. Ter o seu sorriso é ter a vida em liberdade. Com o seu carinho descobri o impossível; definir felicidade. A imprevisibilidade é a única certeza da vida, o que não traz calma e me torna uma simples metade. Não imagino a vida sem você. Porquê?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A carne

O bilhete é para entender a existência de um nobre rapaz e sua tara fria e crua em frente a tv. Traz uma puta sem cliente, velha e desobediente, que eu faço um buraco na parede e guardo a chave pra você. A maquiagem agente faz como a palidez do inverno, pra contrastar o sol quente do verão. Como no dia em que inventaram a solidão. Seremos os contrários e daremos nossa opinião. Se não te levarem a sério, eu te empurro do prédio e colocamos a culpa na noite bonita. Aquela que de tão bela implorava companhia, e surrava a alma jovem na abstinência atormentada de um sexo não vivido. Das narrações inocentes dos amigos, que excitados descreviam as cenas proibidas de um filme de domingo. Pra perceber quando foi que o amor se tornou algo tão pequeno e o sexo maioria. Tudo vem sendo posto, intitulado, como um prazer natural em grande harmonia. Foi assim que o sentimento ficou pra trás, e a carne se tornou o cerne de uma mente santa. E o que era tosco e safado pode enfim se confundir com esperança. A mente do menino-homem, masculino e tarado, eram só pensamentos de criança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A partir de já

O sol vai nascer, vai trazer calor ao meu corpo. E com tempo vou ter paz comigo e com todos. Sou eu quem não vê a beleza no dia. Suas cores e formas de valerem a pena. Desafia amores, menospreza quem grita. Mas com sorte terei mais do que podia. E o vento que tenta derrubar suas tintas, fará um desenho comtemplando o céu. Quem não tenta não sabe, não respira, não vive. E eu não quero morrer sem deixar nada no mundo. Eu não quero sentir que não fiz diferença. O que tenho no peito é um coração. Já me bastam os freios que da tua boca escuto, me arrancando a alma e a jogando no chão. Serei bem mais forte do que tua alegria, quando meu desespero ao te ver aumentar. Minhas pernas sustentam a calma e ainda conseguem aos poucos voltar a andar. Sobrevivendo aos anos que passam voando, eu serei mais feliz do que eu nos meus sonhos. Aceitando o destino como uma porta que abre, um caminho incerto sem senha e sem chave.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Dia após dia

O dia não tem alegria. Adia a paz e traz agonia. E de noite me faço em bebida, só pra esquecer que é você que eu queria. Preciso de sorte e uma companhia, que é pra conter a tristeza contida. Preciso lembrar de quando eu sorria, lembrar do meu pai, minha mãe, da família. Preciso entrar numa rodovia, pra me ver com sentido, ter um rumo na vida.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Capotamento, acidente - perda total

Das intituladas obras raras à beleza natural dos pequenos detalhes. Dos sonhos que eu mais quis como um desejo mais certo que a morte. Eu não sei de onde venho, não ando tão em entrelinhas, e muito menos por onde se esconde minhas poucas chances de lhe ter um dia a sós. Como se um fosse o céu e outro a terra, dentro do mesmo mundo, e o mar fosse a única forma de te ter por perto, refletindo-se em mim. Eu criei um labirinto e foi nele que me perdi. Os dias vão passando e tenho medo de sentir que “logo logo os anos vêm”. Fico sem saber por onde ir dentro de mim. Com medo de ter o sol se pondo pela última vez, seu sorriso se fechando e a memória falhando ao lembrar de você. Esquecendo as obras raras e a beleza natural dos pequenos detalhes. Percebendo que a morte vem com pressa e que tudo agora ficou pra trás. Que este caminho não se refaz. Que minha vida foi você quem viveu sem a mínima importância. Que no meio de tanta gente infeliz você não foi capaz de me notar, e que hoje é o meu olhar que se retêm sombrio, gelado e indolor. É o fim do mundo baby, é fim do amor. E vai cada vez mais sendo tão orgânico e natural. Como os programas de TV que hoje tem um conteúdo bem mais liberal. Como a violência exagerada que não vê mais tanta brutalidade no que é cada vez mais infernal. Como as notícias sem graça que servem diariamente pra encher um jornal. Meu sentimento se esvai aos poucos, como um barco que atravessa o oceano. E eu vou te vendo longe, se afastando, se afastando.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sobre o fim um início desponta coragem

Os dois a sós; um dilema só. Como um pequeno nó. Laço fino de seda e algodão. Nem café, nem cigarro. Pra não desviar a atenção. Conversa séria tem tudo que pode. Uma tensão cada vez mais forte. Tem porte de muro bem alto. Mas o coração do menino não tem suporte pra flores. E a menina já pede o cinzeiro, fala sobre a beleza das cores, tão certa de que aquele momento inicia uma era de dores em seu apartamento frio. Era o fim abdicando do tempo, o tempo passando mais rápido, a verdade vindo crua e de uma só vez. Olha só o que você fez. Cheguei ao litoral do país, e num segundo um susto me fez ficar sem ar. Naveguei seus pensamentos, rastreei alguns tormentos e louco certamente pude gritar: “Puta que pariu, onde isso tudo vai parar?!” Vinha de fato a me questionar: Onde estava todo aquele mar? E percebi, meu coração secou tuas águas e nem eu agora posso navegar. Preciso “resetar” meu coração. Esquecer tudo de ruim e tudo de bom. Começar do zero, tentar entender que não se entende nada quando se aprende a esquecer. Dar uma chance a relevante vontade de ter você aqui. Guardar sossego e ter a paz morando em mim.