quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sobre o fim um início desponta coragem

Os dois a sós; um dilema só. Como um pequeno nó. Laço fino de seda e algodão. Nem café, nem cigarro. Pra não desviar a atenção. Conversa séria tem tudo que pode. Uma tensão cada vez mais forte. Tem porte de muro bem alto. Mas o coração do menino não tem suporte pra flores. E a menina já pede o cinzeiro, fala sobre a beleza das cores, tão certa de que aquele momento inicia uma era de dores em seu apartamento frio. Era o fim abdicando do tempo, o tempo passando mais rápido, a verdade vindo crua e de uma só vez. Olha só o que você fez. Cheguei ao litoral do país, e num segundo um susto me fez ficar sem ar. Naveguei seus pensamentos, rastreei alguns tormentos e louco certamente pude gritar: “Puta que pariu, onde isso tudo vai parar?!” Vinha de fato a me questionar: Onde estava todo aquele mar? E percebi, meu coração secou tuas águas e nem eu agora posso navegar. Preciso “resetar” meu coração. Esquecer tudo de ruim e tudo de bom. Começar do zero, tentar entender que não se entende nada quando se aprende a esquecer. Dar uma chance a relevante vontade de ter você aqui. Guardar sossego e ter a paz morando em mim.

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