quinta-feira, 10 de julho de 2008

Estância

Entre as compilações de um dia fértil se confundem as vontades e os gestos. Quem aqui nunca esteve tão perdido a ponto de se entregar?! E o que sinto certamente não foi feito pra explicar. Então vou vivendo a vida assim; de um lado a expectativa sobre o que virá; de outro uma vontade de apenas ser o que sempre fui até que esteja bem comigo mesmo. Não é falsidade quando se tenta até cansar. É a complexidade de uma mente sã, de pensamentos que se desvirtuam sem porquê, de um sonho imaculado que se desmancha por não saber torna-se realidade. Como uma cidade em movimento. De concreto só o cimento. Um consentimento a espera de não sei o quê. Se sou bem ou se sou mal, não sei. Quem me julga, e eu sei bem, nunca terá esse direito, nunca terá esse poder. Estamos todos soltos neste mundo, por vezes tão sujo, por vezes tão belo, rezando baixo. Viemos aqui para aprender. Só não sabemos o quê.

Um comentário:

Beatriz Vilela disse...

Que coisa mais linda esse texto! Me identifiquei do começo ao fim.

um beijo, =*