quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Óul de lonli pipou

Os dias vão passando, apressando tudo, esbarrando nas pessoas. Desrespeitando os tempos de cada um. E tudo se torna mais necesário e importante. Temos que fazer, temos que estar. Temos que ter, ser. Portar nos olhos o brilho responsável que tem um adulto. Temos que crescer. E o dentro a se desesperar, ao considerar que o que sabe é tão pouco para o que pode sempre ser inédito. Somos um prédio com um só morador. Somos o tédio, a cara marcada por tapas que não calam a dor. Contenho um apertado coração de vastidões de sonhos. Sobre a velha idéia de compartilhar velhice e ter estórias pra contar, diferentes modos de chegar a um final feliz. Será que o mundo não poderia mesmo parar de girar?! Imagino que há gente precisando recompor o ar. Agradável seria tudo em camera lenta. Pra dar tempo de pensar e aproveitar. Pra existir novidade nos segundos e em meia hora vijar a um lugar distante. Relatividade no olhar. Eu gostaria de poder viver com menos pressa.

Um comentário:

Jacque disse...

O mundo nunca silencia,
Segue o ritmo insano
Das engrenagens

Que farfalham indiferentes
Ao sufoco do suspiro:
Nem um suspiro

Então se espera ansiosamente
O dia do cio, vencedor do cansaço,
Como na canção!