Os dias vão passando, apressando tudo, esbarrando nas pessoas. Desrespeitando os tempos de cada um. E tudo se torna mais necesário e importante. Temos que fazer, temos que estar. Temos que ter, ser. Portar nos olhos o brilho responsável que tem um adulto. Temos que crescer. E o dentro a se desesperar, ao considerar que o que sabe é tão pouco para o que pode sempre ser inédito. Somos um prédio com um só morador. Somos o tédio, a cara marcada por tapas que não calam a dor. Contenho um apertado coração de vastidões de sonhos. Sobre a velha idéia de compartilhar velhice e ter estórias pra contar, diferentes modos de chegar a um final feliz. Será que o mundo não poderia mesmo parar de girar?! Imagino que há gente precisando recompor o ar. Agradável seria tudo em camera lenta. Pra dar tempo de pensar e aproveitar. Pra existir novidade nos segundos e em meia hora vijar a um lugar distante. Relatividade no olhar. Eu gostaria de poder viver com menos pressa. quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Óul de lonli pipou
Os dias vão passando, apressando tudo, esbarrando nas pessoas. Desrespeitando os tempos de cada um. E tudo se torna mais necesário e importante. Temos que fazer, temos que estar. Temos que ter, ser. Portar nos olhos o brilho responsável que tem um adulto. Temos que crescer. E o dentro a se desesperar, ao considerar que o que sabe é tão pouco para o que pode sempre ser inédito. Somos um prédio com um só morador. Somos o tédio, a cara marcada por tapas que não calam a dor. Contenho um apertado coração de vastidões de sonhos. Sobre a velha idéia de compartilhar velhice e ter estórias pra contar, diferentes modos de chegar a um final feliz. Será que o mundo não poderia mesmo parar de girar?! Imagino que há gente precisando recompor o ar. Agradável seria tudo em camera lenta. Pra dar tempo de pensar e aproveitar. Pra existir novidade nos segundos e em meia hora vijar a um lugar distante. Relatividade no olhar. Eu gostaria de poder viver com menos pressa.
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Marcelo Melo
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Um comentário:
O mundo nunca silencia,
Segue o ritmo insano
Das engrenagens
Que farfalham indiferentes
Ao sufoco do suspiro:
Nem um suspiro
Então se espera ansiosamente
O dia do cio, vencedor do cansaço,
Como na canção!
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