sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ao mundo

O que compreende é o que sente. E o que eu sinto, irrestrito, por dentro libera-se, reverbera. Ecoa feito uma canção. O amor como solução. E é ao mundo um presente, mas ninguém vê. Feito vento, ou feições de um rosto serene. Hão de perceber por meio de sorrisos um abrigo tão contente e concordarão com o que percebem. E entederão a sincronia da vida, e poderão enxergar nos olhos do próximo uma liberdade escolhida. Autônoma, de vontade própria e bases bem construidas. Vão consentir com os dias, viver em paz, e fazer do bem um alegria atendida. E tudo será apenas uma coisa só. E todos seremos apenas um. E o vento soprando entre as frestas vãs não cantará em uma nota só, um tom. O uivo solto se transformará em meldoias sabor avelã. Os beijos serão mais doces e as noites boas não terminarão. Em um lugar seguro iremos dormir ao som de anjos que nos fazem rir. E o tempo sempre seguirá o ritmo que decidir. E o coração que antes só batia será de fato local de harmonia. Felicidade não se acaba, se busca, mantém. Não há tristeza mais brusca, mais forte, que a tristeza de quem conheceu o que é ser feliz de verdade. Por isso nos sonhos nós somos os mesmos, apenas ilesos de que qualquer colisão. Mas não seremos os mesmos na vida sem sonhos, e na vida iremos sempre sentir o que compreendermos. Se eu te quero tanto, minha vida nunca há de discordar com que compreendo que quero. Que sinto. E sentindo minha vida compreende que é o que quer, pois sua vida é o que sinto.

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