"o céu é muito
para o sol
alcança só
o que gravita
o tempo é longo
pra quem fica
a terra gira
pra nós dois
um ano é pouco
pra depois
o mundo é largo
pra quem fita
a lua é manto
para o mar
querer é tanto
para a vida
a lua é longe,
o sol é mais
por que você
não acredita?".
- Antunes;Arnaldo.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
As coisas como são
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Marcelo Melo
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Eu romeu
Me tirao ar, mas me devolve a vida. Entre minha boca e a a sua há tantos planos. Sonhamos em formar família para trasnbordar amor sem desperdíçio. Ao olhar pro céu percebo que ele é menor do que sinto por você. Aí me sinto como uma estrela, parte dele. Estranho e complexo por estar nas coisas mais simples e nem nos darmos conta. Como num beijo seu, que me transforma em um grande personagem. Mas que sente, não interpreta. Como num beijo seu que me transforma em um dos milhares de romeus, que com certeza nunca irão ter a mesma sorte do que eu.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Talvez
"Às vezes acredito em mim, mas às vezes não. Às vezes tiro o meu destino da minha mão. Talvez eu corte o cabelo, talvez eu fique feliz. Talvez eu perca a cabeça, talvez esqueça e cresça sem você. Talvez precise de colchão, talvez baste o chão. Talvez no vigésimo andar, talvez no porão. Talvez eu mate o que fui, talvez imite o que sou. Talvez eu tema o que vem, talvez te ame ainda sem você".
- Arnaldo Antunes.
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Marcelo Melo
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11:46
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
Plantação
Eu plantei mil flores e ganhei as cores mais lindas que vi. Cheio de vazio cantei amores que até então não chegaram a existir. Ai enfim fiz essa canção pra rimar bonito no seu coração. Ela fala de um rapaz que escrevia hipérboles e fingia culto ser legal, feliz. Mas isso tudo acaba quando o rapaz percebe que amar era tudo que ele sempre quis.
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Marcelo Melo
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Outside
Ainda me perco no sonho de te ter. Me encontro na vida real da putrificação. O medo e o mal jeito de levar a vida são as formas felizes de tentar compensar um viver. Ou o normal quando não estou perto de você. Um passado sempre lembrado, um futuro adiado por não ter sentido continuar. Agradecer por não ter o que dizer, e sempre se desculpar. Uma vida de desgosto pra se acostumar, deixando de acreditar que há algo sério em que devamos acreditar. Como um amor de filme que se perpetua no “the end” da estória, e a percepção de que sua tradução nos leva a entender que o fim chegou. Que sempre chega. Mais nítido e límpido do que o que antes nos transbordou. E aprender a desamar, a nublar o céu, driblar os dias com falsas esperanças e ilusões reais. Ser livre para não querer. Apenas reprimir e combater. Deixar de fora algo criado por mim, em mim, sobre você. Algo que nunca foi um sim, e que só esteve aqui. Assim, irônico, exponho desprezo. E êxito é fundamentar no orgulho mais puro o tristonho. E o mundo se firma como natural. Como todo olhar que deseja, mas vive a negar, jura não desejar. Mas que por dentro tem a vontade maior do que a própria vontade de amar.
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Marcelo Melo
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21:49
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