quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu sou uma queda livre

De onde nasci, passava um rio, davam-se as mãos, e a vida passava, quieta.

Mas peguei a trilha errada, cheguei a cidade, e acabou-se o verde e a terra.

Construi prédios para lembrar a infância e todos os sonhos que almejava.

E lá, sob o concreto cinza, mas perto do céu, é que pude sentir a brisa aterrorizante

da queda.


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