quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Desajeitado

Tenho a cidade toda no meu texto, melhor cidade não há pra escrever. Os postes acedendo meus desejos são como fósforos na explosão de sua chama. Na rua a brisa me faz querer morar cada vez mais íntimo, e a grama verde se faz carpete do concreto sujo. O horizonte aqui parece cada vez mais perto, tão certo de que não há mais o que alcançar. Ninguém espera, não frente a uma vastidão tão linda. Ninguém consegue ficar parado. Ao mesmo tempo o céu que brilha obriga o corpo estar paralisado. E toma posse dos olhos dos sérios, dos loucos, tão certos e desestruturados. Constrói alergia com paisagens simples, tão dificil no mundo dos desajeitados.



Curva aqui é apenas retorno. Na cidade reta, o reto é o coerente, simétrico e sitemático, e nós vamos em frente pra viver em paz.

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