quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Ininterrupto ciclo

Esquecera a sensibilidade, a nitidez das cores quentes, o acaso belo solto da cidade. Confiara toda vontade de seus gestos na busca por algo verdadeiro. Se perdia entre sonho e realidade. Enfrentou os erros, relatou suas dores, ficou enfermo, reconstruiu suas vontades; curou-se. Se fez órbita incessante do dia após dia. Procurava ter ar suficiente para encher dois pulmões. Aprendia a viver com o desconforto de uma solidão. E derrepente, sozinho, no meio do caminho um olhar prendera sua atenção. Saia ele um sorriso lindo, que de tão belo parecia confusão. O chão se abriu de felicidade, recitando poesia e esboçando um novo coração. A alegria bateu a porta, ele atendeu e convidou pra entrar. Mostrou o quarto, a sala, a cozinha, ofereceu a ela um novo lar. Desmontou-se sobre sua pele linda, e percebeu-se exalando bem estar. Erguera agora uma nova vida; vida esta em qual sempre quis estar.