quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Ininterrupto ciclo

Esquecera a sensibilidade, a nitidez das cores quentes, o acaso belo solto da cidade. Confiara toda vontade de seus gestos na busca por algo verdadeiro. Se perdia entre sonho e realidade. Enfrentou os erros, relatou suas dores, ficou enfermo, reconstruiu suas vontades; curou-se. Se fez órbita incessante do dia após dia. Procurava ter ar suficiente para encher dois pulmões. Aprendia a viver com o desconforto de uma solidão. E derrepente, sozinho, no meio do caminho um olhar prendera sua atenção. Saia ele um sorriso lindo, que de tão belo parecia confusão. O chão se abriu de felicidade, recitando poesia e esboçando um novo coração. A alegria bateu a porta, ele atendeu e convidou pra entrar. Mostrou o quarto, a sala, a cozinha, ofereceu a ela um novo lar. Desmontou-se sobre sua pele linda, e percebeu-se exalando bem estar. Erguera agora uma nova vida; vida esta em qual sempre quis estar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ânimo

Conhecer o novo e reavaliar a alma. Entender que pouco é o pouco tempo que passa aqui. E tudo que sabemos será sempre quase nada. Vou esperar contente você me dizer que sim. Abandonar o medo e me revelar. Me desdobrar em três só pra te ver sorrir. Vou te levar pra casa, te levar pra ver o mar. E nossa alegria não será de ficção. Terás a noite e o dia pra estar no coração, de quem agora a vida enxerga como um sonho bom.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Desajeitado

Tenho a cidade toda no meu texto, melhor cidade não há pra escrever. Os postes acedendo meus desejos são como fósforos na explosão de sua chama. Na rua a brisa me faz querer morar cada vez mais íntimo, e a grama verde se faz carpete do concreto sujo. O horizonte aqui parece cada vez mais perto, tão certo de que não há mais o que alcançar. Ninguém espera, não frente a uma vastidão tão linda. Ninguém consegue ficar parado. Ao mesmo tempo o céu que brilha obriga o corpo estar paralisado. E toma posse dos olhos dos sérios, dos loucos, tão certos e desestruturados. Constrói alergia com paisagens simples, tão dificil no mundo dos desajeitados.



Curva aqui é apenas retorno. Na cidade reta, o reto é o coerente, simétrico e sitemático, e nós vamos em frente pra viver em paz.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Qualidade de vida relativa

O que é qualidade de vida pra você?! É preservar-se ao máximo?! É chegar intacto aos noventa anos?! Tenho pensado um bocado sobre isso, e percebo que qualidade de vida é algo que depende muito da perspectiva de cada um. Por exemplo, estou no eterno dilema de ser fumante ou não ser. A depender da perspectiva de qualidade de vida, o ideal é que eu não fume para que minha saúde não seja debilitada. Porém, ainda não tenho certeza de que, para mim, qualidade de vida seja isso. Explico. Pode ser que para mim qualidade de vida seja mesmo viver a vida de forma intensa, aceitando minhas vontades, realizando meus desejos, como o de fumar. Não sei se, para mim, qualidade de vida seja chegar aos noventa anos intacto. Não sei se é qualidade de vida estar sóbrio e lúcido o suficiente para esperar a morte chegar, ficar na boa saúde regando minhas plantas, comendo minhas frutas, e sei lá, perceber que não fiz muita coisa do que gostaria de fazer. E será mesmo que isso é felicidade?! Sinto falta de usar o tempo pro novo, conhecer coisas novas. O que me der vontade. A qualidade de vida é algo muito relativo. Logicamente que, se eu assumo certa posição, tenho que assumir também suas conseqüências. Por exemplo, seu eu voltar a fumar, como até quero, terei de assumir minha sinusite. Ela é chata e talz, mas acho que vale pelos dias de chuva, frio, cerveja, sexo, depois do rango, rock em que eu acender um cigarro. Se eu assumir a outra perspectiva, não beberei, não fumarei, comerei saladas, frutas e viverei relativamente “bem”. O “bem” também é muito relativo, acho que o mais certo aí é o “viverei de forma saudável”. Cabe pensar se estar saudável é estar bem. Da mesma forma como nos cabe refletir se é possível viver de forma intensa hoje em dia sem maltratar a si mesmo. Afinal, esse mundo é cruel, neoliberal e só quer ver o oco mesmo. O sol faz mal, o ar que respiramos é poluído, os mares e os rios também. A camada de ozônio tá indo nessa, a violência aumenta, der repente você não fuma, mas morre do nada por causa de um bandido que quer tomar cachaça. Até o mais saudável é indiretamente afetado. O quanto isso pode ser relevante a nos fazer mudar certos hábitos?! E o corpo humano?! Quando envelhecemos tudo se desgasta, o tecido cerebral, os órgãos, tudo é, de uma forma natural, uma degradação. Um fim contado em anos. Bom, isso tudo pode ser só meu vício falando mais alto. Pode ser minha vontade fumar arranjando uma desculpa esfarrapada. Eu não quero induzir ninguém a virar um doidão, até porque acho que é tudo uma questão de equilíbrio. Cada um sendo o melhor pra si naquele instante. Agindo da sua forma. Hoje eu to sóbrio, chato e escrevendo demais. Mas a real é que eu não ligo pra nada disso. Acho que a cada momento da vida nossa forma de pensar muda. No momento, ano meio confuso em relação ao que seja qualidade de vida. Viver de forma intensa ou se preservar?! Preserva-se é viver intensamente?! Dá pra viver de forma intensa e se preservar?! Alguém me dá um cigarro preu pensar melhor?!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Só o sol

Me permito cantarolar. Os dias estão melhores e eu não posso negar. Eu sou o céu, eu sou amigo de mim mesmo. Respiro bem, como se fosse um novo ar. Dentro de casa o conforto acompanha meu sorriso. Se sentir seguro é como conhecer um lar. É o segredo de não se preocupar. Eu pouco ligo onde isso tudo possa dar. E sei que pode parecer egoísmo. Esquecer de mim e dos amigos. Mas é só estar com você que eu consigo. Não espero entender, eu não quero entender. Não espero perder meu tempo fingido não estar bem. O mundo está bem melhor agora. Não sei explicar e nem quero tentar. Estou melhor assim, dando um passo de cada vez. Eu enfrento cada perigo, sabendo dos riscos, eu vou atrás de você. Sem pensar no fim, sem achar ruim. Sem gestos, caras, e confusões. Tudo pode ser lindo como minha vontade se expôs. Tudo pode ser simples como um mais um são dois. Agora o mundo todo se expõe tão fértil e fácil. Como um abrigo que oferece ao frio um sol, com medo de não ficar só.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Uma pedra no caminho

O amor é uma pedra que pesa, que pesa. Eu sei que mesmo quem carrega, espera descansar, ter férias. O amor não vêm, não vai, é encontro. Está ali, no meio do caminho e pronto. O amor alegra, mas é duro e ninguêm nega. E tudo que estava de um jeito agora se altera. O medo, a raiva, o sonho, o bom, o mau, o som, e o real, não fica, o amor leva. Mas quem não lembra de um amor fugido e de sua vontade perpétua?! Quem tentar chegar bem perto disso exagera. Basta lembrar de dias de amor, de tudo que fui e de tudo que sou, preu dizer: quem dera...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Falso real

Os sonhos que injeta não são reais. A procura por essa paz é a procura por uma paz que também não é real. Fomos conduzidos a nos acostumar, baixar a cabeça, nos adaptar. Habituados por um sistema de ilusão. O seu sorriso é falso, e não há felicidade entre o céu e o inferno. É tudo sempre a mesma podridão. Uma miséria disfarçada, você não entende?! A vida é mesmo só contradição. A sua mente foi lavada pela mentira contada no jornal e tudo mais que compra na televisão. Um sim que na verdade é não. Pra te afastar do que é único. Para fingirmos que tudo é bom. Um limite imposto, que barra você de tudo que realmente pode vir a ser. Uma ideologia para respirar. Uma realidade verdadeiramente falsa para se enganar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

E é isso aí

Ficam pra trás, agora, todas as minhas poesias.
Em seu lugar, cresce forte e firme a agonia.
É um misto de coisa boa e pressão alheia.
É a vida dando um passo a frente, tentando
achar de algum modo a harmonia. Sou eu
dando um tempo aqui pra fazer monografia.

Até mais desabafo coerente.
Depois eu volto porque só
você me entende.
até já ;)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Futuro

Por onde será que anda aquela menina animada, tão feliz e descolada?! Por onde anda o sorriso belo, singelo, que constrói castelos pela cidade fazendo arte e distribuindo alegria? Eu espero que o tempo passe depressa, e esqueço de qualquer promessa só pra te ver passando por aí. Eu sei que a vida não era uma peça, daquelas de época, que sempre tem um final feliz. Hoje tudo que peço é ter-te por perto, pois nunca mais eu quero ver você tão longe assim.

Saudade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Crítica a um comentário anônimo

Espero meus sentimentos dormirem me firmando no entendimento de que é desleal quem feliz critica uma dor. Como se sentisse o alheio, se faz mais alheio por não compreender que cada um tem sempre suas razões. Motivos... Assim, fortalece-se a tese de que algo real existirá, mas nem sempre de forma mais perpertuada. Quanto mais real uma relação, menos ela dura. E por isso os momentos são sempre gloriosos, mesmo tão breves. É sua determinação ali, em seu pouco tempo, definida e decidida. Porém, eu não quero, assim, achando isso, estipular o fim dos que ao meu lado sentem-se bem acreditando nisso. Eu apóio, me iludo e até crio uma certa esperança vazia. Oca. A única sensação real em que me apóio é o desejo de que venham a me contradizer espetacularmente. Sendo felizes. Até lá, ou não, o que sinto é o que eu sinto. Eu nunca pedi pra ninguêm entender. Nem mesmo eu. Afinal, é algo que considero sem entendimento. O amor, e tudo isso que nos faz sentir de forma anormal, por vezes bom, por vezes ruim. De toda forma, nem tudo que escrevo é sobre mim. As vezes é um pensamento criado a partir de um personagem de filme, outrora do que ouço de amigos, do que ouço e vejo por aí. Como pessoa eu acredito no amor. E é justamente por isso que escrevo sobre ele. Muitas vezes indagando o porque das coisas serem como são, outras vezes lamentando os caminhos porque passei, a vida que construi sobre ele. O que posso dizer é que tentarei, então, postar poemas mais felizes e alegres. Acreditem, algo bem mais difícil.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Hipérbole da tristeza

Ainda me perco no sonho de te ter. Me encontro na vida real da "putrificação". O medo e o mal jeito de levar a vida são as formas felizes de tentar compensar um viver. Ou o normal quando não estou perto de você. Um passado sempre lembrado, um futuro adiado por não ter sentido continuar. Agradecer por não ter o que dizer, e sempre me desculpar. Uma vida de desgosto pra se acostumar. Pra deixar de acreditar que há algo sério em que devamos acreditar. Como um amor de filme que se perpetua no “the end” da estória, e a percepção de que sua tradução nos leva a entender que o fim chegou. Que sempre chega. Mais nítido e límpido do que tudo o que antes nos transbordou. E aprender a desamar, a nublar o céu, driblar os dias com falsas esperanças e ilusões reais. Ser livre pra não querer, reprimir e combater. Deixar de fora algo criado por mim, em mim, sobre você. Algo que nunca foi um sim, e que só esteve aqui. Deixar de lado. E assim, irônico, exponho desprezo. Êxito é fundamentar no orgulho mais puro o tristonho. E aí o mundo se firma como natural. Como todo olhar que deseja, mas vive a negar. Jura não desejar. Mas que por dentro guarda uma vontade maior do que a própria vontade de amar.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ser humano

Estamos precisando de seres humanos capazes, realmente, de serem humanos. Que mesmo não ignorando completamente valores materiais prezem por valores subjetivos. Estamos precisando de pessoas que carregem o caráter consigo. Pessoas que amem o mundo e sofram, junto com ele, por sua destruição. Precisamos de pessoas pra ser exemplo. Pessoas que saibam dos problemas da vida, sociedade e natureza. Despreocupadas com a falta ou a necessidade de tempo. Precisamos de pessoas que prezem os amigos, pessoas que não buscam o poder apenas para ter mais articulação. Precisamos de pessoas que sintam-se poderosas pelo respeito justo visto em outros rostos. Pela sinceridade notável nas palavras. Pela segurança de comportamento e trasmissão de bem estar. Precisamos de pessoas que sozinhas não façam nada, mas juntam dez para começar a fazer. Estamos precisando de pessoas que sintam e acreditem no amor, na sobrevivência e na paz. Pessoas que acriditam no amor para uma boa sobrevivência em paz.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Não existe dor

O amor eterno não existe. Esqueçam isso. Assim como a vida, tudo tem início, meio e fim. E sendo assim, o amor que sentimos não é de verdade, porque amor de verdade seria aquele que duraria para sempre, que perpetuaria. As pessoas tem medo de aceitar a idéia porque se apoiam nisso como se fosse religião. Precisam ter no que acreditar, algo para correr atrás. E se falamos em ódio, todo mundo diz que temos que tirar do coração. Mas o ódio sim vai se mostrando um sentimento bem mais humano. Também com início, meio e fim. Enfim, o amor, o ódio, a vida, é tudo uma questão de tempo. Tudo se constrói e se desfaz no tempo e com o tempo. Tudo é tempo, principalmente o esquecimento. Esquecer é mesmo algo humano, como uma cura. E só aprendendo a esquecer apresentamos nossas caracerísticas humanas. Por isso, sem entender o tempo sempre acharemos que os "eu te amo" e os amores tem sido cada vez mais banalizados. Mas descobriremos, por meio do tempo, que é o seu sentido que vem sendo deslocado e banalizado. O amor é como uma pedra. É dura, e se jogada num lago afunda. Se deixada ao tempo, se defaz. Vira pó. Se tentarmos muito, fura. Não há crueldade nisso. É simples como uma data inventada. Até sua dor é falsa. Tudo porque somos humanos capazes de esquecer, seja pelo tempo que nos envelhece e nos corrói os tecidos cerebrais, ou seja pela simples vontade de querer esquecer. Ah, me dá um tempo. Eita, esqueci. Não preciso ganha-lo por que ele sempre vai estar aqui.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

15 anos e uma tola noção sobre o amor

Construção. Nosso querer serão fortes paredes. Nossa sala de estar será de bem estar. Nosso quarto será sinônimo de descanso e não sonharemos mais porque os sonhos vão estar ali, acordados. Eu sei, serei o teto que vai te proteger da chuva e do frio. E você será minha janela, a vista mais desejada por alguêm. No porão guardaremos as coisas que não usamos mais, e os erros estarão lá, junto com o medo e o desconforto. Da cozinha os melhores sabores da vida vão expor o cheiro de alegria pelo ar, e do doce amor. No quintal teremos uma fábrica de lembranças. E na varanda o espaço necessário para cada um de nós sermos cada um de nós quando precisarmos de epaço para ser um só. E isso, mesmo sabendo que nunca seremos só um. Eu serei o mais feliz porque você será a mais feliz. E terei você em mim como um céu que amanhace dia após dia, e anoitece sempre querendo rever o sol de amanhã.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sexta-feira comum

Meus sentimentos vão se diluindo pela noite com cerveja e alcatrão. Me perco buscando sentidos, alterando humores, procurando alegria eum pouco de som. Algo de bom. Que me traga uma lembrança perdida da noite passada no dia seguinte. Esquecida entre a loucura e os gestos ousados de alguêm pouco ousado que muito pouco fez pra tentar ser feliz numa noite qualquer. De quem antecipou o sono só pra esquecer que é mesmo possível esquecer quem não se quer nunca deixar de lembrar. E lembrar do nome que permeia a mente, a festa, e quase todo lugar. Um nome com gosto de saudade que nunca vai chegar. Eu sei, um dia tudo vai mudar. Mas até lá, me desfaço nas noites e me refaço nos dias. Só pelo medo de arriscar perder toda essa agonia. Pela pouca coragem de buscar na tristeza o segredo da alegria, a segunda chance da vida. A paz.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Normalidade

Em pedaços
um coração
faz pedaços
num coração
que pedaços
o coração já
juntou.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Felicidade abandonada

Olha... é um mundo imprevisível e besta lá fora. Em todo lugar o que vemos são estórias. Em cada canto o pouco que nos sobra são frases de um autor que escreve sem sentido. Os nossos sonhos morrem primeiro, e se transformam em tudo aquilo que não têm textura, cor, cheiro, paz e forma. E dentro da'gente tudo fica trêmulo e esquisito, mas nada transborda. Não somos homens, mulheres, pais, mães ou pessoas idiotas. Somos personagens com o poder de decidir atravessar, ou não, à porta. Ao mesmo tempo somos fúteis, vazios e incapazes de decidir quando se ri ou quando se chora.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Mais uma lição

Conversando com um amigo um dia desses percebi diversos erros que venho causando e, ainda, não sei como parar. É que em todos novos relacionamentos eu tento não errar como errar como errei nos relacionamentos passados e que, em sua maioria, sai magoado. Eu tentava reparar meus erros nessa nova relação, querendo ser perfeito pra nova pessoa. Descobri que isso é uma burrice pura. Não que seja bom sair errando mesmo e pronto. É que tentando serum cara legal, o que sempre escuta, o que não sente ciúmes, o bonzinho-perfeito, eu percebi que acabamos por inventar alguêm que não existe, alguêm que você até gostaria de ser, mas não é. E sendo outro você "engole" seus erros a seco, achando que fazendo isso você está consertando tudo. Mas não, pelo menos comigo não funciona assim. Eu simplesmente fui um estranho pra mim. Me dei conta que a pessoa com quem tava nunca me conheceu de verdade. Isso tudo cria uma batalha: Você mesmo contra o você novo, ou falso. Cria-se uma tensão, e essa tensão te faz ser um cara que não sabe responder determinadas perguntas, que não sabe tomar nem se quer uma decisão quando está com a outra pessoa. E assim, você vai descobrir que por tentar ser perfeito você destruiu a sua relação. E você vai se indignar pensando "mas eu sou tão legal", "poxa, mas eu tentei ser tão perfeito?", "Porquenão deu certo?", procurando entender em todos os lugares, todas situações, ocasioões, conversas, atitudes, menos em si próprio. O fato é que não existe perfeição. Não existe ninguêm perfeito. E por isso, nenhuma relação é 100% perfeita. Pelo menos é o que penso até agora. Lógico que eu não tenho porque sair brigando por tudo que achar com a pessoa. Mas eu tenho direito de, as vezes, não entender ou de não gostar de determinadas atitudes dela. E aí basta saber conversar. Forjando ser outra pessoa, ou até tentado ser mesmo, percebi que fico preso a um fim sempre breve. E sempre achava que isso era justamente a luta pela liberdade na relação. Mas não, temos que aprender a ser nós mesmos, aprender a lidar com o nosso prórprio jeito de ser. Não ser outro. Mas a vida é sempre a melhor lição. Pena as vezes ser tão tarde.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

E desesperado disse:

Saudade é alcançar com o coração o que não se pode tocar com a mão. É ter perto quem não está junto. É reter conosco o que não podemos possuir. É a dor da ausência. É a memória do coração. É a lembrança que gera um novo desejo. Quando inventaram a distância esqueceram que existia a saudade. Por isso, quando a saudade é demais não cabe no peito e escorre pelos olhos. E por mais que as vezes aceita, saudade nada tem a ver com o esquecimento. Será que não vê o que sinto?! não, não é saudade. É amor.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O amor impossível é o único amor real

A maioria dos grandes amores, aqueles de verdade, são impossíveis. E por mais triste que seja, por mais que eu saiba que não vai acontecer, sinto algo de bom nisso tudo. Como se pudesse sonhar que mesmo impossível, era real. De verdade. Se é consolo pra algo que nem chegou a acontecer direito, ou se é uma desculpa pra acalmar meu coração desmobiliado, eu não sei. Mas sei que com isso posso sentir o gosto do "como seria", posso sonhar e imaginar mil coisas. Posso pensar que o impossível nem sempre é tão impossível assim. Posso ter, enfim, você como gostaria.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

É pelo nada que lutamos

Porque tudo que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Aflito e só

Assim como a fumaça se desfaz o amor. Porém, há um resíduo que fica, um câncer que consome e destrói. Queremos ser livres estando perto um do outro, queremos paz e uma canção que lembre tempos de felicidade. Mas somos o inferno querendo um céu que nos abrace. E por mais clichê que pareça tudo vai voltar. E por mais insistente que seja, é triste esperar. Não quero respirar ares diferentes. Quero os mesmos sonhos incandescentes de antes. Não são fotos que restam, são lembranças guardadas em seu devido lugar. Coração. Volte ao seu lugar, humanos vivem a errar. Deixa-me entrar na sua vida para a minha não acabar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Você é meu programa de tv favorito

Violência essa sua beleza que corroe meus olhos e paralisa meu corpo. Tortura são seus beijos que permanecem em minha mente e tomam pra si meu paladar. Agressão você me tocar assim tão leve, arrepiando não minha pele, mas sim meu coração. Sim eu gosto de tv, alguns programas me mostram que você é meu programa de tv favorito. Sim eu gosto de você, motivo mais belo que explica minha alienação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Minha vida no mercado

Às vezes sinto que minha vida é totalmente sua. Como se você a tivesse numa sacola e fizesse dela o que bem entender. Como se fosse comprado e quisesse ser vendido, ser seu produto, sua mercadoria. Seu.


- Boas compras, volte sempre.

Consolo

Esbarrei no seu olhar. Um sopro simples e fico a flutar. Até a lua, até o mar. Leve sou leve sol. Leva tudo que quiser de mim. Leva o beijo, leva a dor. Pra que eu possa levantar enfim. Leve o não e traga o sim. Lava o sujo e me deixe clean. Leva a lava que me queima o peito. Lá fora nada é do mesmo jeito, mas dentro o céu já levitou um coração. Levado este por sorrisos mornos, de consolo. De consolo.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Guerra da vida

Agente vai crescendo e parece cada vez mais que estamos nos infiltrando numa guerra. Os problemas crescem e as responsabilidades também. É então que os amigos são sempre muito necessários, como uma tropa de soldados para nos apoiar e proteger. Porém, como toda guerra, sempre existe perdas. Bons amigos que se vão, às vezes mesmo estando perto, e outros que se mudam, mas nunca vão deixar de estar. Agente sofre, amadurece, cresce e até morre, mas dos amigos sempre vamos lembrar.

Desponderado

Em preto e branco se desfaz a margarida. Lá se vai, lá se vai a nossa vida. Pendurada e perdida, os sorrisos internos são vontades escondidas, extremo amor que ao extremo destrói a si mesmo, o amor. Extremo amor que entende os erros extremos. Compreende os erros?! Considera a tristeza um erro?! A vida está repleta de pétalas que caem, de folhas que secam e ao vento derrubam-se ao ouvi-lo rugir. E eu, eu não quero ouvir lágrimas se desfazerem na pele de quem chorando se debruça. Não me espere, posso estar sendo cruel. Não há mais busca pelo dia que se nasce amanhã. Deixe ser como será e se amanhã for como ontem, no futuro há de cantar felicidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os que lutam

"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis".

-Poemas de Bertold Brecht.

sábado, 1 de setembro de 2007

A vida triste da solidão

Acorda a solidão. Em seu quarto escuro anda sem saber o que pode encontrar. Ela nem ao menos sabe aonde quer chegar. Seu sonho é encontrar alguém e deixar de ser ela mesma. Olhando em seus olhos não se sabe definir a cor, mas para que saber se ninguém nunca quer estar com ela?! Rejeitada, se esconde em pequenos detalhes do dia, onde consegue força para se sustentar. Sentimentos tristes que ela nunca conheceu, mas que são o seu lar. Quando as pessoas a conhecem é porque não querem ficar sozinhas, mas estão. E assim como gotas de chuvas caem, escorrem molhados e secam no chão.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Confiança

A confiança é pra mim um pré-suposto de que não serei traído. Eu confio para ser feliz. Acredito que isso é um critério básico para uma relação. A confiança pressupõe a entrega, e só se entregando pode haver o amor. Mas veja bem, ter confiança não é ter certeza. Por isso confiar é estar "seguro" de que a pessoa confiada agirá no seu melhor interesse e que, se me ferir, será por boa razão. Quando se confia você cria a possibilidade que algo possa sair errado. Por isso eu confio mesmo é na integridade e nos princípios de alguém, não em suas ações ou como ela age. Nem sempre as coisas saem como o programado. Pessoas são diferentes e não há como supor que você ou eu agiríamos diferentes. Por existir confiança existe a possibilidade do fracasso, e ninguém é menos humano que ninguém.