quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Na ponta da língua

Perguntaram ao Dalai Lama:


- O que mais te surpreende na Humanidade?

resposta: Os homens.... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.


- vivamos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Jardim

Sinto a chuva chegar e o vento que antecede a queda d’água leva meu pensamento longe. De repente tudo que era mal estava disperso. Lembro de alguém dizer que sonhar não custa nada, e que vamos longe assim. Mas onde se chega sonhando tanto? Uma inquietação, no momento, tem sido minha resposta. Por ainda não ter encontrado lugar algum. Vejo as pessoas tão presas ao trabalho e a um cotidiano que não deveria existir. Tão presas que deslocam sentidos, desviam valores. Estamos todos presos e acostumados com isso que nem percebemos a gravdidade que alcançou. Isso já está fincado em nossas raízes. E é claro, agora, que para mudar tudo ao redor é preciso antes mudar o que está dentro. Não sei que canção devo usar. Mas tenho me sentido bem. Tento me desligar, não me apegar ao que não tem valor de verdade. Qual é o caminho vou seguir? Esse mesmo que eu não sei, e nem faço idéia de onde veio ou como chegou. Mas é o meu traçado. É o que tenho vivido, o que tem-se feito vida. E eu preciso viver.

- "Um dia eu viro vulcão, despejo lava em erupção, e recrio a vida ao meu redor" .:monovida:.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

E até sangrei sozinho, entenda.

"Quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim. Que é só você que tem a cura do meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi".

- Russo, Renato.

sábado, 18 de outubro de 2008

Expectador

Minha impotência em relação a situação que é você me iguala ao zero, me iguala ao nada. Pois, quando vejo os olhos teus, reconheço um céu. Só que eu não tenho asas. E eu me sinto tão seu. Não formulo frases, não tento uma palavra. Daqui de baxio te vejo grande, mas distante. Queria lhe dizer o quanto lhe acho especial. Mas você acharia besteira. "O passado é só uma besteira". Mas, assim como na humanidade, o passado é uma história com altos e baixos, encantos e desencantos. Descontros e esperas intermináveis. E é esse passado a história de tudo o que o mundo vem a ser hoje. É a história o registro de como tudo se trasnformou, de como chegou a ser como é, de como veio a se tornar o que é. E o meu passado, as vezes tão presente, não ve futuro em nada disso. Sem poder para parar o tempo, o meu coração segue tão cheio e tão vazio noite a dentro. Sou expectador de mim. Um mundo sem gravidade. Sou um ano que passa em um mês. Aquela vida que depende do apoio da parede, da brisa fresca, e de uma natureza bela que consiga consolar e dar força maior. Sou uma escala em mi menor. Com você ao meu lado não existe a parte da frente. Os angulos se fecham e refletem cores estouradas sem sentido. Quando há ou faz sentido. Tenho sentido meus sentidos cada vez mais aguçados. Esperando o momento certo para fazer o errado. Mas não fará sentido viver sem dar sentido à vida. Uma ou alguma direção. A caminho do fim. Que nada mais é que um novo início rumo a lugar nenhum. Lugar este que me espera evoluir. Esquecer para depois recordar. Lembrar do passado e não me machucar. Afinal, o mundo não foi feito para dois.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ai meu deus do céu

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

floating in the way of life

Enquanto você não vem, as noites transformam meu jeito de pensar. O mundo que gira me enjoa, repetições diárias pra acomodar... É só fingir estar tudo bem e o tempo vai passar. As marcas, não. Acordo! e é mais um dia, parece até programação... Trabalho por um pouco de paz – que tanto demora... as vezes desconfio de ilusão. Mas quando volto em mim, a noite desce e acaba num segundo tão veloz. Na minha mente penso que "logo tudo recomeça outra vez". E eu ainda estou de pé aqui. Vagando, solto por aí. Enquanto você não vem, eu vou ao seu encontro. Desfaço planos, sonhos, o ânimo, mas luto sempre por enxergar razão, um bom sentido pra sentir. Viver. Escolhe certo quem escolhe com o coração.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Catálogo de sonhos

De todas as cores, sabores, cheiros e tons. Ao que corre atrás ou para quem realmente tenha o dom. Escolha um para qual lutar, cansar ou fracassar. Nesse catálogo de sonhos há varias opções para se deleitar com a fantasia mais próxima ao que é você. No mesmo leque que se abre aqui - no seu televisor - uma pessoa pode lhe dizer adeus. E outra sussurrando afirmar: "que bonito os olhos teus". Desbote as manchas do seu coração. Não espere o tempo. Encontre manhãs mais nítidas que um solo de guitarra bem tocado. Mais importante que estar vivo é viver. Não seja metade você. Existe um mundo novo e pouco visitado. Encontra-se no íntimo do seu ser. Aonde as estrelas são o piso da cidade, e tudo que quer pode fazer. Um lugar onde amor é real. Concreto feito concreto. Ligue já ! DDD 21 + 3966 – 4057 - e adquira o seu.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Óul de lonli pipou

Os dias vão passando, apressando tudo, esbarrando nas pessoas. Desrespeitando os tempos de cada um. E tudo se torna mais necesário e importante. Temos que fazer, temos que estar. Temos que ter, ser. Portar nos olhos o brilho responsável que tem um adulto. Temos que crescer. E o dentro a se desesperar, ao considerar que o que sabe é tão pouco para o que pode sempre ser inédito. Somos um prédio com um só morador. Somos o tédio, a cara marcada por tapas que não calam a dor. Contenho um apertado coração de vastidões de sonhos. Sobre a velha idéia de compartilhar velhice e ter estórias pra contar, diferentes modos de chegar a um final feliz. Será que o mundo não poderia mesmo parar de girar?! Imagino que há gente precisando recompor o ar. Agradável seria tudo em camera lenta. Pra dar tempo de pensar e aproveitar. Pra existir novidade nos segundos e em meia hora vijar a um lugar distante. Relatividade no olhar. Eu gostaria de poder viver com menos pressa.

sábado, 19 de julho de 2008

Meu cobertor

Os seus lábios-mundo me despertam à uma nova idéia. Teu sorriso, um bem, me suspende a alma. Repleto comtemplo um tempo onde temos tudo que nem se quer queremos ter de cuidar. Seu sorriso-lua me parece uma nova era. Vida em outro planeta. E o teu beijo-música me prede a um novo ar. A meu redor vejo o dia se transformar. Teu jeito-coração me deixa a ponto de transbordar. E leva o medo pra passear. Seu olhar-céu me traz sonhos-algodão. Não se limita ao chão quando simplesmente pode voar. Abraço apertado que me dá euforia de criança. Meu cobertor. Um sonho bom onde não se precisa acordar. A trilha sonora perfeita. Uma vida feliz. Carinho-brigadeiro até cansar. Inverno quente pra fazer verão. Verão todos, quem quiser. Eu-amanhecer crepúsculo abrigo-amor.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Descentralizado

Diversos caminhos. Essa ou aquela direção. De verdade alguns amigos. No peito um só coração. Um bando de mentira. Mas os pingos aos poucos enchem um balde. Poucos momentos de verdade. Uma lembrança. Algumas estórias pra contar. O futuro bem a frente. E um passado que amedronta agente. Três baldes cheios de esperança. Abrigos de algodão não seguram tanta confusão. Mas trazem segurança pra quem só quer o bem. O céu pra sempre será grande. E as estrelas demoram mesmo a se apagar. As nuvens formam um desenho interessante. Pedem lentamente: Não se canse. Levante. Que de passo em passo agente chega lá. Uma pessoa tem sempre tanta coisa dentro. E só é uma formiga nesse formigueiro que é o mundo. Uma ação e agente muda o roteiro. Um roubo, um beijo. Um beijo roubado. Mas quem lembra tudo como segredo não espera até amanhecer. Aí amanhece. E tudo começa denovo. Novo, velho, morno, e normal. Agente é o que é. Há muito pano pra manga. Essa estrada tá longe do fim.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Estância

Entre as compilações de um dia fértil se confundem as vontades e os gestos. Quem aqui nunca esteve tão perdido a ponto de se entregar?! E o que sinto certamente não foi feito pra explicar. Então vou vivendo a vida assim; de um lado a expectativa sobre o que virá; de outro uma vontade de apenas ser o que sempre fui até que esteja bem comigo mesmo. Não é falsidade quando se tenta até cansar. É a complexidade de uma mente sã, de pensamentos que se desvirtuam sem porquê, de um sonho imaculado que se desmancha por não saber torna-se realidade. Como uma cidade em movimento. De concreto só o cimento. Um consentimento a espera de não sei o quê. Se sou bem ou se sou mal, não sei. Quem me julga, e eu sei bem, nunca terá esse direito, nunca terá esse poder. Estamos todos soltos neste mundo, por vezes tão sujo, por vezes tão belo, rezando baixo. Viemos aqui para aprender. Só não sabemos o quê.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Brinde ao novo

Enquanto ela se acha atirada, a espontaneidade soa pra mim como um aspecto importantíssimo. No seu dóssil andar uma vida inteira pela frente, e logo ali no segundo andar um mundo novo parece se apresentar. Não é preciso subir para estar no alto, nem é preciso temer para estar assim. Só é preciso acontecer de encontrar alguem que goste sem medo. Sem medo do que os dias, sempre tão tão confusos e corridos, podem trazer. A precisão que isso alcança nunca ultrapassa você. E o que é subjetivo começa tomar forma e se concretizar. E parar pra ver no céu o crespusculo do entardecer lembra sempre que exsitir é bem diferente de viver.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Levanta

Reconhecer no íntimo a essência da esperança é entender que pra tudo sempre há um novo meio, uma nova forma, uma nova visão. É questão de perspectiva cada gesto de resposta. E fazer da queda um passo de dança, ser sorriso sempre enquanto o dentro chora, revela um lado que as vezes até da vergonha. Mas os humanos são assim.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Contínua

Vislumbrando a noite adentro. Com o luar e os seus pensamentos. Um mundo imenso de sentimento. E quando raia o dia vê na paisagem uma esperança sã, sente uma brisa fresca e se sente bem. A vida continua. Tudo passa e tudo muda. O mundo gira, mas ela segue em frente sem desiquilibrar. Possui o dom de perceber sorrisos soltos pelo ar. Mas, por um instante imperceptível, resolveu parar pra descansar. E derrepente ouviu o assovio triste do vento e reparou o cair lento e desajeitado de uma folha seca. Era outono e nem sequer ele havia notado. Era hora de mudar. Entender a complexidade que se dá, na importância que se têm, em compreender a relevância de tudo o que é subjetivo. De tudo que de tão pequeno monta os cenários por qual passamos. Que nos deixa livre e nos torna humanos. Ela então decidiu voltar a andar. Um minuto depois esqueceu e resolveu comprar um sanduíche. A vida realmente continua.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sonhar não custa nada

Já não penso os erros como tropeços imperdoáveis. Já esqueço e lembro que amanhã tudo pode acontecer. Logo cedo junto ao sol raio e parto pra fazer o dia. E a felicidade é bem ali, virando a esquina. Bem melhor com o sorriso da menina. Aspirando energia, sensações que ao teu lado é mar, é lago, e eu nado nada convicente para ter por perto um caminho certo dentro de mim. Pra me sentir denovo assim. Ter alegria como nome do meio do início ao fim. Até o espaço é pouco espaço pra conter o mundo, e as novas estações do ano que criei só para imaginar você. É assim que se afasta o tédio, eu vou sonhando para viver. É assim que se descobre a vida, se levantando sempre, até manter-se em pé.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Paz

A alegria que preciso é a paz de não ter com que me preocupar.

domingo, 27 de abril de 2008

Caminho

E começa a busca. Por tudo aquilo que sempre quis e que agora vejo, está perdido em mim. Com aval para deixar toda uma vida para trás. Com a certeza que com as sobras dessa poderei viver uma muito melhor. Na mesma cidade descobrir um novo mundo. Com as mesmas ruas, mas com destinos diferentes. Quero paz na mente. Tranqüilidade no coração. Nem que eu vá ao fundo do poço para trazer a solução. Sem dar valor a maioria que dispersa insanidade consciente, espalha rancor com suas razões difusas e pouco fundamentadas. A minha força ninguém mede. O realismo nem vale tanto aqui. Vou deixar o meu espírito falar que sim. Sim, eu posso conseguir tudo que mais quero. Generalizar e simplicar, deixar claro que, por mais clichê que seja, o importante mesmo é ser feliz.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sobre o futuro

É como se eu desenhase o futuro com a certeza de um belo vôo. É como estar fora de mim, assistindo minha vida começar denovo. É como se a falta de ar fosse necessária para respirar gostoso. É como se a escuridão ganhasse um sol devido ao fogo, tornando clara a vida de poucos. Como se um esboço evoluisse por qualquer ato pequeno, e todo o céu virasse chão. Como se toda espera por uma grande solução fosse idéiade um menino tolo, um pouco fútil, bem pouco esperto, mas com um grande coração.

A busca

Meus sentimentos vão se diluindo pela noite com cerveja e alcatrão. Me perco buscando sentidos, alterando humores, procurando alegria e um pouco de som.

Seletividade

No que me diz respeito, seguir em frente é uma arte. Ter na mente objetivos nessa vida antes que ela própria mate. Abstrato no sentir, concreto quando enfim sorri ao ver nos caminhos escuros uma nova forma de se encolher. Para crescer e caber, para do escuro enxegar a luz. Sem cruz, ou qualquer artefato material; do intrísceo entender o essencial. O que vale na fé, é o que vale aos dias.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Labirinto

É a minha vida o labirinto em que me perco. Não há a vistas para o mar, nem mesmo janelas para vistas apreciar. Sou o calor que derrete o corpo, aquele que não encontra água para se refrescar. Mas por dentro gélido me converso, conservo, sem coração ou vontade de amar. Está tudo escuro, o quarto, o mundo e o seu olhar. Mas não estou perdido, na minha mente tenho senso, cidade, abrigo, lar. E o que sinto... ah, deixapra lá.

Para seguir em frente

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isto: para que eu não deixe de caminhar".

- Eduardo Galeano. Claro ao dizer que a perfeição deve ser buscada, mas que nunca é atingida. Deixe sua marca então.

Pouco combustível

Desenhado o medo e desdenhando o dentro; não encontrolugar algum. É mais fácil ser incerto e mais certo ser errado. Eu me transformo no avesso do contrário. Sou assim e já que não decido o início, construo então o fim. Ninguém nunca vai saber o que se passa aqui. Já nem lembro de esquecer do que deveria lembrar. Só fico afastado do diâmetro que se torna perigo pra mim, e a vida se desloca sozinha, se esvai pelas frestas. Ela é um motor movido a noites e dias, e tudo que sinto se faz gasolina. Mesmo com a engrenagem perdida.


Muitas voltas

"Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas"

- Dizem que essa frase é do bob marley, mas acho que é do veríssimo.

- Pra complementar, uma minha: "O mundo gira e a vida muda. Cala quem tem culpa".

Temporal

Eu abraço o temporal, fico ao lado dos problemas. Fujo daqui pra respirar em paz. Há quanto tempo não reparava que você não suportava estar. Será mesmo o seu olhar que não enxerga o que está dentro? Será mesmo que terei forças pra tentar denovo? Me arriscar ao mesmo não parece a solução. Não será nossa nova forma de estar a dois. Não serei o mesmo pois a qualquer preço pode estar vendida. E até que reconheço uma novidade no meu novo jeito de ser.

Decidir

"Enquanto o homem não souber para que porto quer ir, nenhum vento seráo vento certo".

- frase de sêneca.

Sustância

Dois pilares pra sustentar a espera e a agonia de estar sempre a espera de se encontrar. E encontrar sozinho o dia de nunca mais esperar. Sempre a espera de lembrar que há alegria quando a espera não está. À espera da espera se afastar. Comtemplar sorrindo o dia em que tudo vai mudar. Dois sorrisos pra sustentar o tempo que com tempo passa sem notar. Segurar o medo em um lugar distante, carregar a paz pra perto e levantar um coração. Enquanto espero o dia dois, sou um apenas a esperar. Espero quando um dia a dois, eu possa ser um só. Respirar.

Atônito coração

O amor é uma bomba atômica interna. Torna o sentimento em algo perecível. Não desfaz seus laços quando entende o fim como caminho. Traz a paz e o inferno consigo, no mesmo lugar. Reconhece dois corpos como um só, e abandona a alegria por atos pequenos, detalhes sem nexo. Transforma como bem entender a alma ou a vida. E a partir de dois forma apenas uma solidão. A nossa solidão, deslocando o sentido ruim para o bom. É como querer as nuvens como algodão. Escolher andar no céu e voar no chão. A liberdade de ser o que quiser, e sentir que sente como resposta-reação. Sentir, simples como um sim ou não. A flexibilidade exagerada para ser o que é. Imprevisível e clichê. Tudo ali. Para nos destruir ou para nos transcender.

- É o por do sol e o amanhecer. É o ano inteiro e todas suas estações. É a subjetividade expressa nas canções. É o sonho alegre de quem não vê na vida soluções;

terça-feira, 22 de abril de 2008

Vício você

Te vejo com os outros e sinto saudades. Sei que é errado, mas sinto vontade. Você é companhia do tempo, com seu gosto em minha boca noites à dentro. Como te ter, me mata lembrar que com você ficava sem ar. Mas hoje eu vou ter você em minhas mãos, acabar, te ver sumindo. Morrerei por você pequena luz na escuridão. Sei que é difícil, mas um dia morrerei assim ou não. E não é triste saber, nem morrer por um mal. Triste é viver a morte espelhada em vontades impostas. Adeus vida! sinta o prazer do meu prazer. Pois hoje eu morro com você, cigarro.

Poema dos és

Eu estaria errado encolhendo-me encostado. Emolduraria egoísta elevadas emoções. Estaria economizando exímios encontros e esquecendo esse esplendor essencial. Eu estive embrutecido, estacionado, estranho. Estava equivocado, estagnado e enfermo. Eram épocas escuras e enterrei esse escasso e estéril eu. Escapei. Esvai, evaporei. Entretanto eis então espontaneamente entre expressões e escritas, ela. Estalo estridente estimulante e envolvente; Estrela. Evocando êxito; Esperança. Eu estremecido, estupefato. Ela exótica, engraçada, excêntrica e exuberante. Entrelaçado entretenho-me enumerando entonações, exageros e evidências. Ela efetivamente enfeitiça, enobrece, edifica e ecoa. É elemento eleito elite; eixo. É eletricidade efervescente; efeito. É estado-maior; eclipse. Emenda emergente empírica e eminente. É encanto enérgico. Enfeita, ensina, enriquece e eu entendo. É equilíbrio. E eu em erupção enlouqueço. Entorpeço-me em essa escala, essa escada, esse esboço; escultura. Eu espero existir estratégia, estrutura e estatuto, esguio e específico. Estudar essa espécie é especular estimáveis estoques exacerbados e estupendos e, então, entender efusão. Ela é eloqüente e especial. É éden. É estranho estar entre extremos. Eu entendo e escolho empenhar-me. É...eu enfrento.

Tic tac, o tempo

Representação: tic tac, o tempo. Quando estou contigo ele passa voando. Quando não estou um segundo vira uma hora e ele ainda inventa a saudade. Mesmo assim, sentindo o que sinto, lento ou não, ele é doce e refrescante. Mas é mais gostoso ao seu lado.

Utopia

Porque o ser humano se mede no perfeito?! A perfeição é algo utópico. O corpo da revista, o amor de filme. Estamos sempre querendo mais, nos medindo, nos classificando e impondo rótulos. Sabe por que você nunca vai conseguir o que quer? Porque nunca vai conseguir ser perfeito. E por isso estamos sempre querendo sempre mais. Porque nada nunca é o bastante. Tolos. Porque tudo não pode simplesmente dar errado?! Você me pegou agora, me tem em mãos. Porque a vida não pode pegar você?!


Um pouco mais

Das loucuras mais belas do mundo, a sua é sempre a que mais que atrai. Dos desejos que espero um dia conseguir você nuca está atrás. E pras estrelas, meu pedido é ter de ti sempre um pouco mais. Fica do meu lado e me conquiste agora. Faça isso logo, com carinho a toda hora. E nunca, nunca vá embora.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Alguma luta

Devemos lutar por alguma coisa. Diante de tantos problemas de trabalho, família, amigos, de todas as complexidades da sociedade que mais parecem planos bem elaborados, devemos lutar por alguma coisa nossa. Ter metas. Dizem que metas são sonhos com deadline. Eu gosto da idéia. É bom saber que nossa vida tem um caminho, não imposto, mas que seguimos por acreditar que vale a pena. Já disseram, afinal, que a gratidão é o que há de mais importante nessa vida. Mais que amor e grana, por exemplo. Porque com gratidão agente consegue dar valor as coisas que já têm, ao invés de ficar se reprimindo e cobrando por aquilo que ainda não possuimos. É bom dar valor a isso. Nem que o que tenhamos seja uma boa conversa, uma cerva num boteco, sei lá. São as coisas que vamos lembrar quando tivermos velhos. E que não se recuperam se não fizermos. São as experiências vividas, o ato de passar por elas que tornam elas importantes e que nos fazem caminhar até aqui, onde estamos. Já as outras coisas, tipo trampos, oportunidades profissionais, coisas que na verdade tem como objetivo o material, tão aí aos montes mesmo que foda de arranjar. É importante ter algo pra lutar, porque você percebe que luta por aquilo realmente é. Saber reparar no simples é como ter meio caminho andado para felicidade. É bom para dar uma perspectiva mais ampla sobre nossas conquistas e entender que o que somos é o que temos, e que o que não temos poderemos ter se isso for coerente com que/quem somos. Sacou?!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Mente de um assassino

Se você não entendeu, o problema é seu. Como é que vou realizar meus desejos, tê-los feitos e cumpridos. Eu faço tudo por dinheiro. Acabei matando pra sobreviver. São tantas coisas que preciso e que só o dinheiro pode comprar. Como alimentar os meus filhos se eu não tenho o prestígio, nao sei ler, nem escrever?. E se me custa apenas uma bala, porque não me resolver? Com ou sem qualquer sorriso eu sigo sempre, e um dia fico rico as custas de você. Já estamos todos mortos mesmo, é só questão de tempo. E enquanto ele passa somos maltratados cada vez mais. Eu vou rumo aos meus objetivos, mesmo sem ter base pra me sustentar ou fundamentar. Se sou o diabo por matar, o que sou por tentar o meu melhor? Por tentar o melhor para os meus filhos... Se sou um santo por querer dar de comer a minha família, o que me torna diferente é apenas essa exposição grande, tensa e dramática, que minha situação exigiu que expusesse. O que me torna diferente de você é minha situação, que exige apresentar esse meu lado. Porque sim, ele existe em você também. Você só não precisa usar. Na verdade somos todos iguais.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Muito bem, obrigado.

Eu me sinto tão bem hoje. Como se os problemas da vida simplesmente não existissem mais. Como se as dores no corpo sumissem, ou tivessem encontrado uma cura antes perdida. Eu me sinto novo denovo no mundo, e os dias correm suaves trasmitindo alegria. Vejo sentido sentir. Qualquer sentimento é um alívio aqui. Respiro um ar mais puro, e tudo que tava no alto, ou longe, agora está mais perto de mim. Alcanço meu sonhos num só pensamento. Objetivos tão claros se abrem concretos feito cimento. Hoje é mesmo um dia bom. Daqueles em que se estiver sozinho será pra sair uma boa canção.

Alheia

Me racha a cara e o coração. Não bebe o vinho, mas come o pão. Troca o dia pela noite. Deixa palavras soltas só pra me pertubar. Me diz que o amor é algo humano, e esquece de se humanizar. Encontra sempre uma desculpa fácil para se libertar. Não se inclue no peito de homem algum só para não se desmoralizar. Assiste quieta sua vida passar. E fica sem amar. Vê o céu sumir e o chão não mais suportar qualquer gesto leve que transforme seu olhar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Possibilidades reais

Desculpa qualquer coisa. A demora e falta de escolha. É que pra mim sentir não é algo premeditado, e na minha vida sempre acontece tudo errado. Eu não sei o que rola comigo, ao seu lado deveria ter me permitido. Esquecer as merdas do passado, entender os sonhos renovados. Agora nada resta, só a pressa e preguiça confrotando-se entre si. Já duvido da minha boa pessoa. Será mesmo que fiz algo e não vi? Já não me vejo tão certo e bom assim. Não é que eu fracasse de propósito, só tive uns problemas sérios pelos caminhos que eu fiz. Mas amanhã há de ser um novo dia, e eu sei que assim sem mais nem menos a alegria vai esbarrar aqui. Porque nunca quis magoar ninguêm. Porque eu prezo pelo bem. Porque eu acredito no destino e o meu destino há de acreditar em mim.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Poeminha

Um poema não se vende, não se perde, não se pode refazer. Um poema só se sente quando chora sem por que. Um poema sai de dentro, não se acha por aí. Um poema quando dobra fazem marcas em você. Um poema não são dois, embora possa parecer. Um poema junta dois e nem por isso ele é três. Um poema redigido com carinho e atenção. Um poema faz sentido se ele sai do coração. Um poema não é tudo, mas consegue descrever que o dia é mais bonito quando há alguém pra ler.

Passa

E o que você quer que eu faça

agora não posso morrer.
Eu conto que tinha cantado
contando as horas passar.
No canto eu fico parado
te vejo e me vejo sangrar.
Não ando de encontro ao passado
eu corro é pra sobreviver.
O caminho que fiz foi errado
e decido ligar a tv.
Egoísmo é te dar minha vida
pra vc não usar e perder.
Eu prefiro ter um feriado
do que ser o silêncio e o frio.
Eu dependo de tudo que faço
para ser fiel ao que sinto.
Até feriado em brasília
é melhor que fingir ter amor.
Vai ser essa minha alegria
quando o tempo mostrar que acabou.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Feliceria

Felicidade é respirar sem muita pressa. Deixar contente quem não se alegra. Ver em todos os problemas um lado bom. Perceber com os amigos uma solução. Dar risadas descomprometidas, esquecer as regras da vida e dançar até o sol nascer. Felicidade é ter tudo isso com você. Celebrar cada dia como se fosse o último. Fazer do mundo um bom lugar para cantarolar. Ter de tudo um pouco, e fazer do pouco muito. Ser o teu abrigo e teu presente. Ser o teu ouvido e teu futuro. Ser teu marido e seu destino, companheiro de velhice. Ser a tua arte, será isso então a felicidade? Ser o pai dos teus filhos. Ter o seu sorriso é ter a vida em liberdade. Com o seu carinho descobri o impossível; definir felicidade. A imprevisibilidade é a única certeza da vida, o que não traz calma e me torna uma simples metade. Não imagino a vida sem você. Porquê?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A carne

O bilhete é para entender a existência de um nobre rapaz e sua tara fria e crua em frente a tv. Traz uma puta sem cliente, velha e desobediente, que eu faço um buraco na parede e guardo a chave pra você. A maquiagem agente faz como a palidez do inverno, pra contrastar o sol quente do verão. Como no dia em que inventaram a solidão. Seremos os contrários e daremos nossa opinião. Se não te levarem a sério, eu te empurro do prédio e colocamos a culpa na noite bonita. Aquela que de tão bela implorava companhia, e surrava a alma jovem na abstinência atormentada de um sexo não vivido. Das narrações inocentes dos amigos, que excitados descreviam as cenas proibidas de um filme de domingo. Pra perceber quando foi que o amor se tornou algo tão pequeno e o sexo maioria. Tudo vem sendo posto, intitulado, como um prazer natural em grande harmonia. Foi assim que o sentimento ficou pra trás, e a carne se tornou o cerne de uma mente santa. E o que era tosco e safado pode enfim se confundir com esperança. A mente do menino-homem, masculino e tarado, eram só pensamentos de criança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A partir de já

O sol vai nascer, vai trazer calor ao meu corpo. E com tempo vou ter paz comigo e com todos. Sou eu quem não vê a beleza no dia. Suas cores e formas de valerem a pena. Desafia amores, menospreza quem grita. Mas com sorte terei mais do que podia. E o vento que tenta derrubar suas tintas, fará um desenho comtemplando o céu. Quem não tenta não sabe, não respira, não vive. E eu não quero morrer sem deixar nada no mundo. Eu não quero sentir que não fiz diferença. O que tenho no peito é um coração. Já me bastam os freios que da tua boca escuto, me arrancando a alma e a jogando no chão. Serei bem mais forte do que tua alegria, quando meu desespero ao te ver aumentar. Minhas pernas sustentam a calma e ainda conseguem aos poucos voltar a andar. Sobrevivendo aos anos que passam voando, eu serei mais feliz do que eu nos meus sonhos. Aceitando o destino como uma porta que abre, um caminho incerto sem senha e sem chave.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Dia após dia

O dia não tem alegria. Adia a paz e traz agonia. E de noite me faço em bebida, só pra esquecer que é você que eu queria. Preciso de sorte e uma companhia, que é pra conter a tristeza contida. Preciso lembrar de quando eu sorria, lembrar do meu pai, minha mãe, da família. Preciso entrar numa rodovia, pra me ver com sentido, ter um rumo na vida.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Capotamento, acidente - perda total

Das intituladas obras raras à beleza natural dos pequenos detalhes. Dos sonhos que eu mais quis como um desejo mais certo que a morte. Eu não sei de onde venho, não ando tão em entrelinhas, e muito menos por onde se esconde minhas poucas chances de lhe ter um dia a sós. Como se um fosse o céu e outro a terra, dentro do mesmo mundo, e o mar fosse a única forma de te ter por perto, refletindo-se em mim. Eu criei um labirinto e foi nele que me perdi. Os dias vão passando e tenho medo de sentir que “logo logo os anos vêm”. Fico sem saber por onde ir dentro de mim. Com medo de ter o sol se pondo pela última vez, seu sorriso se fechando e a memória falhando ao lembrar de você. Esquecendo as obras raras e a beleza natural dos pequenos detalhes. Percebendo que a morte vem com pressa e que tudo agora ficou pra trás. Que este caminho não se refaz. Que minha vida foi você quem viveu sem a mínima importância. Que no meio de tanta gente infeliz você não foi capaz de me notar, e que hoje é o meu olhar que se retêm sombrio, gelado e indolor. É o fim do mundo baby, é fim do amor. E vai cada vez mais sendo tão orgânico e natural. Como os programas de TV que hoje tem um conteúdo bem mais liberal. Como a violência exagerada que não vê mais tanta brutalidade no que é cada vez mais infernal. Como as notícias sem graça que servem diariamente pra encher um jornal. Meu sentimento se esvai aos poucos, como um barco que atravessa o oceano. E eu vou te vendo longe, se afastando, se afastando.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sobre o fim um início desponta coragem

Os dois a sós; um dilema só. Como um pequeno nó. Laço fino de seda e algodão. Nem café, nem cigarro. Pra não desviar a atenção. Conversa séria tem tudo que pode. Uma tensão cada vez mais forte. Tem porte de muro bem alto. Mas o coração do menino não tem suporte pra flores. E a menina já pede o cinzeiro, fala sobre a beleza das cores, tão certa de que aquele momento inicia uma era de dores em seu apartamento frio. Era o fim abdicando do tempo, o tempo passando mais rápido, a verdade vindo crua e de uma só vez. Olha só o que você fez. Cheguei ao litoral do país, e num segundo um susto me fez ficar sem ar. Naveguei seus pensamentos, rastreei alguns tormentos e louco certamente pude gritar: “Puta que pariu, onde isso tudo vai parar?!” Vinha de fato a me questionar: Onde estava todo aquele mar? E percebi, meu coração secou tuas águas e nem eu agora posso navegar. Preciso “resetar” meu coração. Esquecer tudo de ruim e tudo de bom. Começar do zero, tentar entender que não se entende nada quando se aprende a esquecer. Dar uma chance a relevante vontade de ter você aqui. Guardar sossego e ter a paz morando em mim.